O calendário astronômico de 2026 reserva um fenômeno que já movimenta pesquisadores, curiosos e viajantes: o eclipse solar anular de 2026, apelidado de “anel de fogo”, quando a Lua não cobre totalmente o Sol e forma um círculo luminoso ao redor do disco lunar, combinando rara beleza, excelentes oportunidades de pesquisa e forte potencial para o astroturismo.
O que é um eclipse solar anular e como se forma o anel de fogo
O eclipse solar anular acontece quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, mas está mais distante em sua órbita, fazendo com que seu diâmetro aparente pareça ligeiramente menor que o do Sol. Isso deixa uma borda brilhante ao redor da silhueta lunar, produzindo o famoso “anel de fogo”.
Diferente de um eclipse total, o dia não escurece de forma intensa: o céu apenas fica mais apagado, com queda perceptível na luminosidade. Mesmo assim, a observação direta só é segura com proteção apropriada, pois o anel é extremamente intenso e pode causar danos permanentes à visão.

Quando ocorrerá o eclipse solar anular de 2026
O eclipse solar anular de 2026 está previsto para terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, durante a fase de Lua nova, em alinhamento quase perfeito entre Sol, Lua e Terra. Todos os horários oficiais são descritos em Tempo Universal Coordenado (UTC) e podem variar alguns minutos conforme atualizações de efemérides.
No Brasil, o fenômeno coincidirá com o período do Carnaval de 2026, favorecendo ações de divulgação científica e eventos públicos de observação. A sequência aproximada do eclipse, do início ao fim da fase parcial, é a seguinte:
- Início do eclipse parcial: por volta de 09h56 UTC;
- Máximo do eclipse (anularidade): entre 12h11 e 12h13 UTC;
- Fim do eclipse parcial: perto de 14h27 UTC.
🌞 Eclipse solar de 17 de fevereiro de 2026
Onde o fenômeno será total, parcial e como ele poderá ser observado no Brasil
| Região | Tipo de eclipse | O que será visível | Observação importante |
|---|---|---|---|
| Antártida e Oceano Índico | Eclipse anular (“Anel de Fogo”) | Formação completa do anel luminoso ao redor da Lua | Únicos locais do planeta com anularidade total em 2026 |
| Região Sul (Brasil) | Eclipse parcial | “Mordida” mais acentuada no disco solar | Melhor visibilidade do país, próxima ao pôr do sol |
| Região Sudeste | Eclipse parcial discreto | Cobertura parcial menor do Sol | Visível em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de MG e ES |
| Região Centro-Oeste | Eclipse parcial | Pequena cobertura do disco solar | Destaque para MS e sul de Goiás |
| Demais regiões do Brasil | Não visível ou quase imperceptível | Sem impacto visual relevante | Fenômeno ocorre abaixo do horizonte |
Onde o eclipse solar anular de 2026 poderá ser observado
A visibilidade do eclipse solar anular de 2026 depende da posição do observador na Terra, já que a faixa da anularidade é estreita e cruza áreas remotas. Isso exige planejamento logístico para quem deseja ver o anel de fogo, especialmente em regiões próximas à Antártida e ao oceano Austral.
No Brasil, o eclipse será parcial em algumas áreas do Sul, parte do Sudeste e Centro-Oeste, com uma “mordida” perceptível no disco solar pela manhã. Globalmente, a anularidade passa pela Antártida e oceano Austral, enquanto o extremo sul da América do Sul, o sul da África e Madagascar verão apenas o eclipse parcial.
Por que o eclipse solar anular de 2026 é considerado extremo
Alguns astrônomos classificam esse evento como um eclipse solar extremo pela rara combinação de cerca de 96% de cobertura do disco solar e pela formação de um anel muito fino e brilhante. Mesmo com essa alta cobertura, o céu não atinge a escuridão de um eclipse total, mantendo um clima semelhante ao crepúsculo.

As condições orbitais também são especiais: a Lua estará próxima do apogeu, o ponto mais distante de sua órbita em relação à Terra, o que garante o caráter anular. O trajeto da sombra por áreas isoladas próximas à Antártida torna o fenômeno valioso para estudos de dinâmica orbital, clima espacial e técnicas avançadas de observação remota.
Como observar com segurança e por que se preparar desde já
Mesmo não sendo total, o eclipse solar anular de 2026 exige os mesmos cuidados de qualquer observação direta do Sol, tanto na fase parcial quanto na anularidade. Olhar para o disco solar sem filtro certificado pode causar lesões irreversíveis na retina em poucos segundos, inclusive com binóculos, telescópios ou câmeras.
Prepare-se com antecedência: garanta óculos de observação solar certificados, filtros adequados para instrumentos ópticos ou métodos de projeção indireta. Aproveite o fato de o evento coincidir com o Carnaval de 2026 no Brasil, programe-se para acompanhar ações em planetários, clubes de astronomia e universidades e não deixe para depois: organize sua agenda agora para viver, com segurança, um dos fenômenos astronômicos mais impressionantes desta década.




