A indicação para extração de dente do siso costuma surgir em consultas de rotina e, muitas vezes, pega a pessoa de surpresa. Em alguns casos, o dente não está doendo e não há inchaço evidente, mas o cirurgião-dentista sugere cirurgia; em outros, o siso causa dor intensa, infecções repetidas e dificuldade para abrir a boca. Entender em quais cenários o dente do siso realmente precisa ser retirado, e quando é possível apenas acompanhar, ajuda a tornar a decisão mais consciente e alinhada com a saúde bucal de longo prazo.
Quando a extração de dente do siso é indicada de forma segura
Para visualizar essas situações, na prática, o vídeo do canal @Dra. Yasmin | Dentista explica quando a extração do siso é realmente indicada e em quais casos o acompanhamento é suficiente, ajudando a esclarecer dúvidas comuns antes da cirurgia.
A extração do dente do siso costuma ser indicada quando o terceiro molar causa dano ou oferece risco concreto aos demais dentes e estruturas da boca. Um exemplo frequente é o siso que nasce inclinado, empurrando o dente vizinho, acumulando placa bacteriana e facilitando inflamações recorrentes na gengiva, quadro conhecido como pericoronarite.
Outro motivo comum para remover o siso é a dificuldade de higienização, sobretudo quando o dente está parcialmente coberto pela gengiva ou muito distante do alcance da escova. Em situações mais complexas, o exame de imagem pode revelar siso incluso, cistos associados à coroa do dente ou sinais de reabsorção da raiz do molar vizinho, indicando a necessidade de uma remoção planejada.
Quando é possível apenas observar o dente do siso incluso
Ao contrário do que se ouve com frequência, nem todo dente do siso incluso precisa ser retirado, pois há casos em que ele permanece silencioso por toda a vida. Quando a indicação é feita apenas por hábito ou de maneira genérica, pode ser adequado considerar o acompanhamento periódico em vez de cirurgia imediata.
O acompanhamento costuma envolver consultas regulares e radiografias em intervalos definidos pelo profissional, geralmente mais espaçados quando tudo se mantém estável. A proposta é monitorar se o siso continua na mesma posição, sem formar cistos, sem tocar a raiz do dente ao lado e sem alterar a estrutura óssea, evitando intervenções desnecessárias.
Quais perguntas ajudam a avaliar a necessidade de extração
Para avaliar se a recomendação é realmente preventiva ou baseada em um problema concreto, algumas perguntas orientam a conversa com o dentista. Elas ajudam a esclarecer riscos, benefícios e alternativas, tornando a decisão mais consciente e personalizada para cada caso.
- Existe dor, infecção ou dificuldade de mastigar atualmente?
- O exame de imagem mostra algum dano a dentes vizinhos ou ao osso?
- Qual a probabilidade de o quadro piorar ao longo dos anos?
- Há opção de apenas acompanhar em vez de operar agora?
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Como funciona a recuperação após a extração de dente do siso
A extração de dente do siso é uma cirurgia que exige planejamento, e o tempo de recuperação varia conforme a posição do dente, a idade do paciente e a técnica empregada. Nos três primeiros dias, é comum haver inchaço, sensação de pressão na região, dificuldade para abrir totalmente a boca e, eventualmente, pequenos hematomas na pele próximos à mandíbula.
Entre o quarto e o sétimo dia, o inchaço tende a diminuir, permitindo retorno gradual às atividades de estudo ou trabalho, desde que não envolvam esforço físico intenso. Mesmo após a remoção dos pontos, a cicatrização interna do osso continua por várias semanas, exigindo cuidado com a mastigação de alimentos mais duros e atenção rigorosa à higiene bucal.
Quais cuidados de pós-operatório ajudam a evitar complicações

Algumas recomendações gerais de pós-operatório costumam ser enfatizadas para evitar complicações, como a alveolite, inflamação dolorosa causada pela perda do coágulo. Esses cuidados ajudam a proteger a ferida cirúrgica, reduzir o desconforto e favorecer uma cicatrização mais rápida e previsível.
- Evitar bochechos vigorosos, cuspir em excesso ou usar canudo nos primeiros dias.
- Não fumar durante o período inicial de cicatrização.
- Aplicar gelo externamente nas primeiras 24 a 48 horas, conforme orientação.
- Manter alimentação macia e em temperatura morna ou fria.
- Fazer higiene bucal cuidadosa, sem esfregar diretamente a região operada.
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Qual é o papel do profissional na decisão sobre o dente do siso
A decisão sobre extrair ou não o dente do siso passa por uma avaliação criteriosa do cirurgião-dentista, com explicação detalhada da radiografia e dos riscos de manter o dente ou realizar a cirurgia. Também é importante apresentar alternativas possíveis, como apenas monitorar a situação quando isso é seguro e compatível com o histórico clínico do paciente.
É esperado que o profissional aborde de forma transparente possíveis complicações, como infecção, sangramento prolongado, alveolite ou alterações de sensibilidade em casos em que o siso está próximo ao nervo mandibular. Com o acesso ampliado a exames de imagem de alta qualidade e a diferentes especialistas, tornou-se comum buscar uma segunda opinião, tornando a indicação mais individualizada e alinhada às prioridades de cada pessoa.




