O início de janeiro de 2026 marca a formação do primeiro ciclone extratropical do ano no Brasil, com previsão de impactos relevantes nas regiões Sul e Sudeste. Em poucos dias, entre 9 e 11, a combinação de ventos fortes, chuva volumosa e queda de temperatura mobiliza meteorologistas e órgãos de proteção para monitorar o sistema em tempo real e orientar população, serviços essenciais e defesas civis locais.
O que é um ciclone extratropical e por que ele afeta tanto o Sul e o Sudeste
O ciclone extratropical é um sistema de baixa pressão típico de latitudes médias, comum no outono e inverno, mas que também pode ocorrer no verão quando há forte contraste de temperatura entre massas de ar. Ele se forma a partir do encontro de ar quente e úmido com ar frio de origem polar, como em janeiro de 2026, após dias de calor extremo no Sul e em parte do Sudeste.
Esse tipo de ciclone organiza ventos ao redor de seu centro e costuma estar associado à formação de frentes frias e linhas de instabilidade. Mesmo quando o centro permanece sobre o oceano, as bandas de nuvens se estendem para o continente, provocando chuvas fortes e rajadas intensas em áreas litorâneas e serranas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

Quais são os principais impactos nas regiões Sul e Sudeste
Para este primeiro ciclone extratropical de 2026, a previsão aponta rajadas de vento que podem superar os 100 km/h em trechos do litoral e em áreas de relevo mais elevado. Esse padrão aumenta o risco de destelhamentos, queda de estruturas precárias, interrupções de energia elétrica e mar muito agitado, afetando transporte, turismo e atividades portuárias.
Na Região Sul, o centro do sistema se organiza perto da costa gaúcha e do Uruguai, afetando diretamente diferentes áreas urbanas e rurais:
- Rio Grande do Sul: Litoral Norte, Litoral Sul e Região Metropolitana de Porto Alegre com maior chance de temporais, ventos fortes e maré elevada.
- Santa Catarina: Grande Florianópolis, litoral centro-norte e regiões serranas com chuva intensa e rajadas significativas; o Oeste pode ter temporais localizados.
- Paraná: Litoral e Região Metropolitana de Curitiba com ventos mais intensos entre sexta e sábado, além de pancadas de chuva fortes.
No Sudeste, a frente fria associada e o transporte de umidade provocam reflexos importantes, mesmo sem o centro do ciclone avançar para a região, alterando o padrão de chuva, vento e temperatura em vários estados.
Como o ciclone extratropical interfere na chuva e na temperatura
A passagem deste ciclone extratropical no Brasil traz volumes elevados de chuva em curto espaço de tempo, ampliando a possibilidade de alagamentos e deslizamentos em áreas de encosta. Em partes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, os acumulados podem atingir cerca de 100 mm entre sexta e sábado, sobretudo onde as bandas de nuvens permanecem mais estacionárias.

No Sudeste, a frente fria interage com a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que mantém um corredor de umidade sobre Minas Gerais e Espírito Santo. Essa combinação favorece vários dias de céu encoberto, chuva persistente e queda de temperatura em São Paulo e Rio de Janeiro, com ruptura do calor intenso e sensação térmica mais baixa, inclusive com risco isolado de geada em pontos serranos muito altos.
Quais cuidados adotar durante a passagem do ciclone extratropical
As orientações de segurança reforçam a necessidade de acompanhar canais oficiais e evitar áreas de risco quando há previsão de vento forte e chuva volumosa. A Defesa Civil, o Inmet e o CPTEC/INPE disponibilizam avisos atualizados, mapas de chuva e imagens de satélite para acompanhar a evolução do sistema em cada município.
Antes, durante e logo após a passagem do ciclone, algumas medidas simples ajudam a reduzir danos materiais e proteger vidas, principalmente em áreas litorâneas, serranas e próximas a rios:
- Monitorar os boletins do Inmet e do CPTEC/INPE antes de atividades ao ar livre, especialmente em praias e regiões serranas.
- Evitar permanecer embaixo de árvores, coberturas frágeis ou estruturas metálicas durante rajadas mais fortes.
- Redobrar o cuidado em áreas próximas a rios, encostas e córregos sujeitos a transbordamento.
- Reforçar telhados, retirar objetos soltos de quintais e varandas e proteger janelas de vidro quando há previsão de vento acima de 80 km/h.
- Em regiões litorâneas, observar alertas de ressaca e evitar acessar costões e praias durante mar muito agitado.
Fique mais atualizado com o vídeo que selecionamos do Canal Rural e fala sobre como será os próximos 15 dias no país:
Por que a atenção aos avisos é decisiva para reduzir impactos
Ao longo dos dias de atuação do sistema, a combinação de informação de qualidade, ações preventivas das autoridades e medidas individuais de proteção tende a reduzir os impactos do ciclone extratropical sobre a população. Planejar deslocamentos, rever rotas e adiar atividades de risco em períodos de tempo severo faz diferença direta na segurança de famílias e comunidades.
Não espere o vento e a chuva extrema começarem para agir: consulte agora os avisos da Defesa Civil, do Inmet e do CPTEC/INPE, compartilhe as orientações com vizinhos e familiares e ajuste sua rotina imediatamente. Cada decisão consciente tomada hoje pode evitar perdas materiais, salvar vidas e aumentar a resiliência diante dos eventos extremos previstos para o início de janeiro de 2026 no Sul e no Sudeste do país.




