Alimentos Enlatados, como atum, sardinha, milho e ervilha, muitas vezes são a escolha mais prática para aqueles que enfrentam uma rotina corrida e dispõem de pouco tempo para cozinhar. Comumente questionados quanto ao potencial de conterem conservantes prejudiciais à saúde, esses produtos podem, dependendo da escolha e consumo, ser integrados de maneira segura em uma dieta equilibrada. Segundo especialistas, o papel dos conservantes e aditivos utilizados no processo de enlatamento é um ponto crítico, uma vez que podem afetar não só a segurança dos alimentos, mas também sua textura e sabor.
Por outro lado, existem variedades de enlatados que optam por métodos como o cozimento a vapor e a redução do teor de sódio, conferindo-lhes um perfil nutricional mais positivo. Assim, apesar de não substituírem integralmente os alimentos frescos, esses produtos podem encontrar espaço estratégico nas refeições, desde que sejam escolhidos com critério e consumidos moderadamente. Um olhar cuidadoso sobre o rótulo e a frequência de consumo pode garantir a incorporação desses alimentos em uma dieta saudável.
Quais os enlatados mais benéficos para a dieta?
Certos alimentos enlatados podem contribuir significativamente para uma dieta equilibrada, oferecendo nutrientes essenciais. Itens como feijão, ervilha, lentilha e grão-de-bico, por exemplo, são fontes ricas em fibras, ferro e proteínas, elementos fundamentais para a digestão e promoção da sensação de saciedade. Peixes enlatados, como atum, sardinha e salmão, são renomados pelo seu conteúdo de ômega-3, vital para a saúde do coração e do cérebro, além de possuírem uma rica concentração de vitaminas, minerais e proteínas.
Como escolher enlatados de qualidade?
Na hora de escolher enlatados, certos critérios são essenciais para garantir a qualidade. Nutricionistas recomendam buscar produtos com listas de ingredientes curtas, idealmente contendo apenas o alimento, água e sal, bem como aqueles com baixo teor de sódio ou em versões sem sal. O uso de embalagens livres de BPA, um composto químico usado em plásticos e resinas, é outro fator a considerar, uma vez que a presença desse aditivo é frequentemente associada a riscos à saúde a longo prazo. Dessa forma, quanto mais claras e informativas forem as informações no rótulo, mais confiável é o produto.

Qual é o melhor tipo de atum enlatado?
No caso do atum enlatado, frequentemente encontrado nas versões ralado, sólido e em pedaços, em óleo ou ao natural, surge frequentemente a dúvida sobre qual escolher. O atum conservado em água, ao natural, é amplamente recomendado para aqueles que procuram perder peso, graças ao seu menor teor calórico e maior concentração de proteínas por caloria consumida. Por outro lado, o consumo de atum em óleo deve ser mais criterioso, dado que incorpora calorias adicionais e óleos que nem sempre são de boa qualidade, podendo, em algumas circunstâncias, não ser a melhor opção para a saúde intestinal.
Como armazenar adequadamente alimentos enlatados?
Em relação ao armazenamento, as latas ainda fechadas devem ser guardadas em locais frescos e protegidos de calor e luz direta, como armários ou despensas ventiladas. Antes de abrir, uma limpeza externa das latas com água e sabão é recomendada. Após abertas, o alimento não deve permanecer na lata; a melhor prática é transferi-lo para recipientes limpos, preferencialmente de vidro com tampa, e mantê-los refrigerados a temperaturas inferiores a 4 °C. A durabilidade dos legumes enlatados, como grão-de-bico e lentilha, é de até quatro dias na geladeira e, se congelados, sua conservação pode se estender a dois meses.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
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