Macy’s, tradicional rede de lojas de departamento dos Estados Unidos, vive uma fase intensa de reestruturação, com o fechamento gradual de mais de 150 unidades físicas até 2026 para reduzir custos, focar nas lojas mais rentáveis e fortalecer o canal digital em um cenário de shoppings esvaziados e mudança acelerada nos hábitos de consumo.
O que explica o fechamento de lojas da Macy’s
A palavra-chave nesse processo é reestruturação da Macy’s, em resposta ao avanço do e-commerce e à perda de relevância das grandes lojas de departamento. A rede pretende encerrar atividades em mais de 150 unidades nos próximos três anos e manter cerca de 350 operações consideradas essenciais.
O ajuste inclui o fechamento de lojas em estados como Texas, Califórnia, Nova York e Flórida, onde há baixo desempenho de vendas ou custos elevados. Ao mesmo tempo, a Macy’s destina recursos para modernizar lojas-chave, ampliar o sortimento online, investir em logística e aprimorar a experiência no site e no aplicativo.

Quais são os principais pilares da reestruturação da Macy’s
A reestruturação da Macy’s envolve não apenas o fechamento de pontos físicos, mas também mudanças profundas no modelo de atendimento e na relação com o consumidor. A empresa combina cortes, reposicionamento de marca e fortalecimento digital para tentar preservar relevância em um varejo cada vez mais competitivo.
Nesse contexto, é possível identificar alguns eixos centrais desse redesenho estratégico, que ajudam a entender como a companhia está redistribuindo recursos para áreas com maior potencial de crescimento e eficiência operacional:
- Racionalização da rede física: redução de lojas em praças com baixo fluxo e rentabilidade limitada.
- Fortalecimento do canal digital: aumento da oferta online e melhorias em navegação, pagamento e atendimento.
- Integração físico-digital: uso de lojas como pontos de retirada, devolução e hubs logísticos.
- Ajustes de portfólio: revisão de marcas próprias, categorias de produtos e sortimento regionalizado.
- Redução de custos: renegociação de aluguéis, otimização de estoques e revisão de estruturas administrativas.
Como o fechamento das lojas da Macy’s impacta o varejo americano
O fechamento de lojas da Macy’s se soma a um movimento amplo de transformação do varejo nos EUA, que já atingiu redes como Sears, Kmart, Bed Bath & Beyond e Tuesday Morning. A combinação de queda de tráfego em shoppings, aumento de despesas e competição feroz do e-commerce acelera o redesenho dos formatos físicos.
Para o consumidor, isso muda a forma de comprar roupas, decoração e eletrodomésticos, com maior dependência de marketplaces, lojas de desconto e varejistas online. Em resposta, as lojas que permanecem abertas tendem a apostar em experiências mais segmentadas, serviços adicionais, eventos presenciais e forte integração com o ambiente digital.

Quais efeitos a saída da Macy’s provoca em shoppings e comunidades locais
A presença da Macy’s como loja âncora sempre foi um ponto de atração para muitos shoppings, o que torna seus fechamentos especialmente sensíveis. O impacto se espalha para o fluxo geral do centro comercial, empregos locais e estratégias de reocupação de grandes espaços.
- Impacto nos shoppings: a saída de uma âncora como a Macy’s pode reduzir o fluxo total de visitantes.
- Empregos locais: fechamentos costumam envolver demissões diretas e indiretas na região.
- Oferta de produtos: consumidores passam a depender mais de canais digitais ou de outras redes especializadas.
- Reocupação de espaços: administradoras buscam novos formatos, como academias, centros médicos ou entretenimento.
Qual é o futuro da Macy’s no varejo dominado pelo e-commerce
O futuro da Macy’s aponta para uma rede física mais enxuta, apoiada por um canal digital robusto e por parcerias estratégicas. Algumas lojas tendem a ser convertidas em espaços menores, focados em categorias de maior giro e serviços que complementem as compras online, como retirada rápida e provadores integrados a aplicativos.
Com o consumidor cada vez mais digital, exigindo conveniência, entrega rápida e ofertas personalizadas, a forma como essa transição será conduzida definirá o papel das grandes lojas de departamento nesta década. Se você atua ou investe em varejo, o momento de acompanhar e ajustar sua estratégia é agora — esperar pode significar perder espaço definitivo em um mercado em rápida transformação.




