Conflitos surgem quando filhos adultos permanecem em casa sem contribuir. A lei não impõe sustento após os 18 anos, permite exigir ajuda financeira e enquadra depredação como dano e violência patrimonial, autorizando medidas legais e troca de fechaduras.
Em meio ao aumento do custo de vida, cresce o número de pais que convivem com filho adulto em casa sem contribuição financeira. Em casos extremos, pedidos de ajuda viram violência e disputa judicial, levantando dúvidas sobre direitos, deveres e limites da autoridade parental.
O que levou a mãe a trocar as fechaduras da própria casa?
O episódio ganhou atenção após a mãe relatar que o filho de 25 anos depredou o imóvel ao ser cobrado para ajudar nas despesas. O conflito, comum em lares com adultos economicamente dependentes, ultrapassou a esfera doméstica e se tornou um problema jurídico.
Ao atingir a maioridade plena, a permanência do filho na casa deixa de ser direito automático e passa a depender de acordo. Quando há ameaça ou violência patrimonial, medidas de proteção e defesa da posse podem ser adotadas pelos pais.

Filhos maiores são obrigados a contribuir com as despesas?
A legislação brasileira prevê que a obrigação de sustento cessa na vida adulta, salvo exceções. Quando o filho mora com os pais e tem capacidade de trabalhar, a contribuição financeira pode ser exigida, como mostram os pontos a seguir.
- Maioridade legal: aos 18 anos, o dever automático de sustento deixa de existir.
- Reciprocidade familiar: o Código Civil permite exigir ajuda em gastos comuns.
- Moradia como concessão: a recusa em contribuir pode justificar o fim da permissão.
Depredar a casa dos pais é crime segundo a lei?
Destruir móveis, portas ou objetos caracteriza dano ao patrimônio. No contexto familiar, essa conduta pode ser enquadrada como violência doméstica, especialmente quando direcionada à mãe, com respaldo em normas de proteção.
A violência patrimonial é reconhecida pela legislação e permite solicitar medidas protetivas urgentes. O afastamento do agressor do lar é possível quando há risco à integridade física, emocional ou econômica da vítima.

Trocar fechaduras pode gerar problemas jurídicos?
A mudança de fechaduras é vista como defesa da posse quando o morador se torna ameaça. Em situações de conflito, os pais podem recorrer a instrumentos legais, conforme os caminhos abaixo.
- Notificação extrajudicial: comunicação formal para que o filho deixe o imóvel.
- Reintegração de posse: ação judicial quando há recusa em sair.
- Medida protetiva: afastamento imediato em casos de violência doméstica.
Como impor limites antes que o conflito chegue à Justiça?
Especialistas apontam que o diálogo precoce sobre dinheiro evita rupturas. Definir regras claras de convivência e custos ajuda a combater a chamada geração canguru, marcada pela dificuldade de assumir responsabilidades.
Quando há sinais de agressividade, registrar ocorrência e buscar mediação familiar é essencial. A autonomia do filho adulto protege não apenas o orçamento, mas também a saúde mental e a segurança de toda a família.




