Desde 2026, dirigir na terceira idade nos Estados Unidos passou a seguir regras federais mais rígidas e padronizadas, coordenadas pelo Departamento de Transporte (DOT), enquanto no Brasil a CNH continua condicionada a exames periódicos de aptidão física e mental, sem proibição automática por idade, mas com atenção crescente aos riscos específicos do envelhecimento no trânsito.
Por que as regras para condutores idosos mudaram nos EUA e no Brasil
O aumento rápido do número de condutores idosos em países que envelhecem aceleradamente acendeu o alerta das autoridades de trânsito. A combinação entre maior expectativa de vida, alta taxa de habilitação acima dos 65 anos e infraestrutura viária complexa exigiu respostas preventivas do poder público.
Nos EUA, o foco é monitorar efeitos naturais do envelhecimento, como visão noturna reduzida e reflexos mais lentos, sem associar idade a incapacidade. No Brasil, a preocupação se traduz em renovação mais frequente da CNH e em exames médicos periódicos para detectar precocemente limitações que possam comprometer a segurança viária.

Quais são hoje os requisitos para condutores idosos nos EUA e no Brasil
Nos Estados Unidos, a regulação federal atua como guarda-chuva nacional, definindo princípios mínimos, enquanto cada estado, por meio do DMV, detalha a aplicação prática. O foco é avaliar capacidades reais para dirigir, com revisões mais constantes a partir dos 70 anos e eventual exigência de testes práticos extras.
No Brasil, em 2026, as principais exigências para condutores idosos se concentram nos prazos de renovação da CNH e nos critérios de aptidão física e mental. Quando presentes doenças que possam interferir na direção, o médico pode reduzir a validade da habilitação e impor restrições específicas para manter o idoso ao volante com mais segurança.
Como funcionam as licenças e restrições para condutores idosos
Quando alguma limitação é detectada, muitos estados norte-americanos optam por licenças restritas em vez de cancelar totalmente a habilitação. Assim, o motorista continua dirigindo em condições específicas, com riscos controlados e rotinas essenciais preservadas, como consultas médicas e atividades básicas do dia a dia.
No Brasil, a lógica é semelhante, embora a terminologia varie. O resultado do exame médico pode levar à imposição de observações na CNH, como uso obrigatório de lentes corretivas, limitação de categoria e redução do período de validade, e, em casos de risco acentuado, à inaptidão temporária ou definitiva, com suspensão ou não renovação da habilitação.
Qual é o papel de médicos e famílias na avaliação de condutores idosos
A participação de médicos, familiares e membros da comunidade é parte central do modelo de prevenção. Em diversas jurisdições norte-americanas, qualquer um deles pode relatar ao DMV sinais consistentes de dificuldade ao dirigir, o que costuma gerar pedidos de laudo médico complementar e testes práticos específicos.
No Brasil, o médico perito de trânsito emite o laudo de aptidão física e mental, enquanto médicos assistentes orientam sobre riscos na direção. Familiares devem ficar atentos a sinais de alerta, como pequenos acidentes repetidos, dificuldade de se orientar no trânsito ou medo excessivo de dirigir, estimulando a busca de avaliação especializada.
- Observar mudanças de comportamento ao volante e conversar sem julgamento com o idoso.
- Agendar avaliações médicas periódicas e compartilhar laudos com o perito de trânsito.
- Planejar alternativas de mobilidade (aplicativos, transporte público, caronas organizadas).
- Acompanhar processos de renovação de CNH no DETRAN ou DMV local, evitando vencimentos.
No vídeo abaixo, o Dr. Marcelo Rossi que faz sucesso em seu Instagram com suas dicas e fala sobre até quando o idoso pode dirigir:
O que muda na mobilidade diária dos condutores idosos e por que agir agora
As novas regras já influenciam a forma como idosos se deslocam em áreas urbanas e rurais, com maior uso de aplicativos de transporte, programas de tarifa reduzida em ônibus e trens e, ao mesmo tempo, desafios maiores em regiões menos urbanizadas, onde a dependência do carro é quase total. Nessas localidades, soluções públicas urgentes e inclusivas são indispensáveis para que a transição não signifique isolamento social.
Se você tem um familiar idoso ao volante, não espere um acidente para agir: converse hoje sobre segurança, alternativas de transporte e avaliação médica, consulte o DMV ou DETRAN do seu estado e organize a renovação da CNH com antecedência. A decisão que você tomar agora pode literalmente salvar vidas — inclusive dentro da sua própria família —, então comece já essa conversa e não adie esse cuidado.




