O registro do primeiro caso de influenza A H3N2 em Mendoza, ligado a uma viagem internacional, reacende o alerta para a circulação desse tipo de gripe em 2025 e mostra, na prática, como a vigilância em saúde atua para conter rapidamente vírus respiratórios com alto potencial de disseminação, ainda mais diante da chegada da chamada Gripe K ao Brasil no fim de 2025.
O que é a influenza A H3N2 e por que ela preocupa em 2025
A influenza A H3N2 é um subtipo do vírus da gripe que circula sazonalmente em várias partes do mundo, com maior força no inverno, e sofre mutações frequentes que exigem atualização das vacinas. Variantes como o subclado K, popularmente conhecido como Gripe K, podem alterar o padrão de transmissão e demandam monitoramento mais intenso.
Em 2025, países da Europa e da América do Sul acompanham de perto essa cepa, incluindo a variante K, já em franca circulação internacional. No Brasil, essa mesma linhagem foi oficialmente identificada no final de 2025, o que reforça a necessidade de vigilância contínua e atenção às recomendações oficiais e dados epidemiológicos atualizados.

Quais são os sintomas da influenza A H3N2 e quem corre mais risco
Os sintomas da influenza A H3N2 se assemelham aos de outras gripes, mas podem ser mais intensos em pessoas vulneráveis e levar a complicações respiratórias. No caso específico da Gripe K, até janeiro de 2026, não há evidência de sintomas mais graves, mas o potencial de maior disseminação exige acompanhamento rigoroso.
Febre alta de início súbito, tosse seca ou produtiva, dor no corpo, mal-estar, dor de cabeça, dor de garganta e cansaço intenso são comuns, podendo evoluir para dificuldade para respirar em quadros moderados ou graves. Idosos, pessoas com doenças crônicas, gestantes, crianças pequenas e imunossuprimidos têm maior risco de pneumonia, internação e até óbito, especialmente diante de falta de ar, febre persistente ou piora súbita.
Como funciona o protocolo de vigilância da influenza A H3N2 no Brasil
Quando um caso de influenza A H3N2 é confirmado, especialmente em pessoas com histórico recente de viagem, é acionado um protocolo de vigilância epidemiológica para identificar rapidamente possíveis cadeias de transmissão. Em cenários sem evidência de circulação comunitária, esse monitoramento ajuda a classificar o episódio como caso importado e ajustar a resposta de forma proporcional.
Com a introdução da Gripe K no Brasil, a vigilância vem sendo intensificada em serviços de saúde, laboratórios de referência e redes sentinela, com prioridade para a análise genômica de amostras suspeitas. Opas e OMS recomendam que os países mantenham capacidade de identificar novas linhagens e compartilhem dados em tempo real, o que é fundamental para antecipar surtos e orientar campanhas de vacinação.
Como se proteger da influenza A H3N2 com vacina e cuidados diários
A vacinação anual contra a gripe é a principal estratégia para reduzir formas graves de influenza A H3N2 e de outros subtipos, especialmente em grupos de risco. No Brasil, a vacina trivalente continua sendo a base da prevenção, incluindo proteção contra H1N1, H3N2 (com seus subclados mais relevantes, como o K) e influenza B, conforme composição definida pela Anvisa para a campanha de 2026.

Além da imunização, alguns cuidados diários reduzem significativamente a circulação do vírus, principalmente em ambientes fechados e muito movimentados. Essas medidas complementam a vacina e ajudam a proteger tanto quem já se vacinou quanto quem ainda não pôde se imunizar:
- Lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel regularmente, especialmente após tossir, espirrar ou usar transporte público;
- Ventilar ambientes, abrindo janelas e evitando locais fechados, lotados e com pouca circulação de ar;
- Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, usando o antebraço ou lenço descartável e descartando-o logo em seguida;
- Evitar contato próximo com pessoas com sintomas gripais intensos e não compartilhar objetos de uso pessoal;
- Buscar atendimento médico diante de febre alta, tosse persistente, dificuldade para respirar, dor no peito ou piora súbita após melhora inicial.
Por que agir agora contra a influenza A H3N2 e a Gripe K é essencial
Com a circulação simultânea de diversos vírus respiratórios, cada caso de influenza A H3N2 é um lembrete de que prevenção não pode ser adiada. A confirmação da Gripe K no Brasil no fim de 2025 e os alertas da Opas e da OMS para uma temporada de gripe possivelmente mais intensa em 2026 tornam urgente vacinar-se, reconhecer sinais de alerta e adotar cuidados respiratórios diários.
Se você faz parte de grupo de risco ou convive com pessoas vulneráveis, não espere o inverno avançar: procure imediatamente um serviço de saúde para se vacinar, informe-se sobre sintomas graves e incentive quem está à sua volta a fazer o mesmo. Sua decisão hoje pode evitar uma internação ou até salvar uma vida, por isso acompanhe com atenção os comunicados oficiais do Ministério da Saúde e da Fiocruz e aja agora, enquanto ainda há tempo de se proteger.




