Em 2026, a primeira CNH exigirá exame toxicológico para categorias A e B. A regra vale apenas para novos condutores, aumenta custos e etapas, usa queratina para detecção e exige resultado negativo.
A CNH 2026 terá uma mudança relevante para quem vai se habilitar pela primeira vez no Brasil. A nova regra torna obrigatório o exame toxicológico para categorias A e B, alterando custos, etapas do processo e reacendendo o debate sobre segurança no trânsito.
O que muda na primeira CNH a partir de 2026?
A principal alteração envolve a exigência do exame toxicológico para quem solicita a primeira habilitação nas categorias de carro e moto. A medida passou a valer após o Congresso derrubar um veto presidencial e consolidar a nova regra.
A mudança está prevista na Lei 15.153 2025, que altera dispositivos do Código de Trânsito Brasileiro. Quem já possui CNH A ou B não será afetado, pois a exigência vale apenas para novos condutores.

Como funciona o exame toxicológico na prática?
O teste utiliza material de queratina e identifica o uso de substâncias psicoativas em um período prolongado. O processo será integrado às clínicas credenciadas, facilitando a logística para os candidatos, conforme os pontos a seguir.
- Coleta: realizada com cabelo, pelos ou unhas, com janela longa de detecção.
- Resultado: precisa ser negativo para o processo de habilitação avançar.
- Reprovação: em caso positivo, o candidato aguarda novo prazo para repetir o exame.
Por que o Congresso decidiu ampliar essa exigência?
O argumento central é o reforço da segurança viária, equiparando o rigor aplicado a motoristas profissionais ao de condutores de carros e motos. A expectativa é reduzir riscos associados ao uso de entorpecentes.
Especialistas, porém, criticam a eficácia do método. O exame detecta consumo passado e não necessariamente indica se o motorista dirige sob efeito, levantando dúvidas sobre se a regra previne acidentes imediatos.

Quanto a nova regra pesa no bolso do candidato?
A inclusão do exame toxicológico na CNH eleva o custo da primeira habilitação. Além das taxas já existentes, o candidato terá uma despesa extra, enquanto programas sociais prometem aliviar o impacto, como mostrado abaixo.
- Custo adicional: valor do exame se soma a aulas, provas e exames médicos.
- Burocracia: nova etapa de coleta e análise laboratorial no processo.
- CNH Social: expectativa de descontos elevados para pessoas de baixa renda.
Apesar do aumento de exigências, a medida fecha um cerco maior contra o uso de drogas no trânsito e reforça a ideia de que dirigir exige responsabilidade desde o primeiro dia ao volante.




