Em 2026, Mounjaro e Ozempic lideram o controle metabólico. Ozempic atua no GLP-1; Mounjaro combina GLP-1 e GIP, com perda média maior de peso, efeitos colaterais semelhantes e indicações por perfil clínico.
A comparação entre Mounjaro e Ozempic ganhou força em 2026 por envolver dois dos medicamentos mais eficazes no controle metabólico. Apesar de pertencerem à mesma classe, eles atuam de formas diferentes no corpo e apresentam resultados distintos em perda de peso.
Qual é a principal diferença entre Mounjaro e Ozempic?
A diferença central está no mecanismo de ação. O Ozempic atua apenas no receptor GLP-1, responsável por reduzir o apetite e retardar o esvaziamento gástrico. Já o Mounjaro combina dois hormônios, ampliando o efeito metabólico.
O Mounjaro age simultaneamente nos receptores GLP-1 e GIP. Essa ativação dupla melhora a sensibilidade à insulina e intensifica a quebra de gordura corporal, motivo pelo qual muitos especialistas o consideram uma evolução direta do tratamento tradicional com GLP-1 isolado.

Como funciona o mecanismo duplo que torna o Mounjaro mais potente?
Enquanto o GLP-1 atua no cérebro e no estômago, o GIP tem ação direta no tecido adiposo e no metabolismo energético. Essa combinação explica os resultados superiores observados nos estudos clínicos, conforme os pontos técnicos a seguir.
- GLP-1: redução da fome e maior sensação de saciedade prolongada
- GIP: aumento da queima de gordura e melhora da resposta metabólica
- Ação combinada: perda de peso mais consistente e menor resistência à insulina
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O que os estudos clínicos mostram sobre perda de peso?
Ensaios como o SURPASS demonstram que a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, supera a semaglutida no controle da glicemia e na redução do IMC. A perda média pode ultrapassar 20% do peso corporal em alguns perfis.
No Ozempic, os resultados também são relevantes, com médias em torno de 15% de perda de peso. Por isso, ele segue sendo opção eficaz, especialmente para pacientes que respondem bem ao GLP-1 e não necessitam de um estímulo metabólico adicional.

Quais efeitos colaterais exigem mais atenção no uso?
Os efeitos adversos são semelhantes nos dois medicamentos e costumam surgir na fase de ajuste de dose. A diferença está na intensidade relatada por alguns pacientes, o que exige acompanhamento médico cuidadoso, como resumido a seguir.
- Náuseas e vômitos: mais comuns nas primeiras semanas de tratamento
- Sensação de estômago cheio: resultado do atraso no esvaziamento gástrico
- Fadiga e desconforto intestinal: associados à adaptação metabólica
Qual opção faz mais sentido para cada perfil em 2026?
O Ozempic tende a ser indicado para quem busca controle glicêmico e emagrecimento gradual, com maior disponibilidade no mercado e histórico consolidado de uso. Ele costuma apresentar adaptação mais previsível para muitos pacientes.
Já o Mounjaro é direcionado a casos de obesidade mais avançada ou resposta insuficiente ao GLP-1 isolado. Por ser mais potente, exige estratégia nutricional e treino de força para preservar massa magra e evitar efeitos indesejados.




