O salário mínimo 2026 foi fixado em R$ 1.621 desde 1º de janeiro, com reajuste de 6,79%. O valor soma INPC de 4,18% e PIB de 3,4%, limitado pelo arcabouço fiscal, impactando benefícios, consumo e contas públicas.
O salário mínimo 2026 foi confirmado em R$ 1.621 e já está em vigor desde 1º de janeiro. O reajuste de 6,79% reflete inflação e crescimento econômico, mas também traz efeitos diretos no orçamento das famílias e nas contas do governo.
Como o governo chegou ao valor do salário mínimo 2026?
O novo valor do salário mínimo resultou da soma do INPC acumulado de 4,18% com o crescimento do PIB de 2024, que foi de 3,4%. Essa fórmula segue a política de valorização retomada pelo governo federal.
No entanto, o cálculo sofreu impacto do novo arcabouço fiscal, que limita o ganho real acima da inflação a 2,5%. Sem essa trava, o piso nacional poderia ter alcançado cerca de R$ 1.636.

Quem é diretamente beneficiado pelo novo salário mínimo?
O reajuste do salário mínimo nacional afeta milhões de brasileiros e altera automaticamente valores de benefícios e rendas vinculadas ao piso. Os principais grupos impactados aparecem a seguir.
- Trabalhadores formais: empregados do setor privado e domésticos que recebem pelo piso nacional.
- Aposentados e pensionistas: benefícios do INSS atrelados ao salário mínimo.
- Beneficiários sociais: quem recebe BPC LOAS, seguro-desemprego e abonos.
Qual é o impacto do novo mínimo na economia brasileira?
Segundo estimativas oficiais, o aumento do salário mínimo deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia ao longo do ano. Aproximadamente 60 milhões de pessoas sentem o efeito direto no consumo.
Por outro lado, o impacto fiscal preocupa. Cada R$ 1 acrescido ao piso gera despesas extras com benefícios previdenciários, pressionando o orçamento público e exigindo maior controle das contas do governo.

O que muda para empresas e MEIs com o novo valor?
Além do efeito no bolso do trabalhador, o salário mínimo 2026 eleva custos trabalhistas e contribuições. Empresas e microempreendedores precisam se ajustar às novas obrigações, conforme os pontos abaixo.
- Empresas: aumento automático de FGTS, férias e encargos calculados sobre o piso.
- MEI: contribuição previdenciária passa a 5% do mínimo, totalizando R$ 81,05.
- Orçamento doméstico: primeiro pagamento com reajuste cai na conta a partir de fevereiro.
Mesmo com ganho real, o debate permanece. Dados do DIEESE indicam que o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria superar R$ 7 mil, mostrando que o reajuste ajuda, mas ainda está longe do necessário.




