O Brasil decidiu encerrar a alíquota zero e retomar a cobrança de impostos sobre painéis solares e carros elétricos a partir de janeiro de 2024, seguindo decisões da Camex publicadas em 20231 e posteriores atualizações. A tributação pode chegar a 35% até julho de 2026, afetando preços, investimentos e a transição energética.
Por que o Brasil decidiu acabar com a isenção desses produtos?
A decisão foi formalizada no âmbito da Camex em novembro de 2023, e integra uma estratégia de política industrial. O governo avalia que a isenção prolongada estimulou importações, mas não fortaleceu a produção nacional nem a transferência de tecnologia.
Segundo a justificativa oficial, a retomada do imposto busca criar condições para fábricas locais, geração de empregos e maior valor agregado. Críticos, porém, veem conflito com metas de descarbonização e compromissos ambientais assumidos pelo país.

Como será o aumento do imposto sobre carros elétricos?
No setor automotivo, a cobrança retorna de forma escalonada até atingir o teto em 2026. O cronograma afeta veículos totalmente elétricos, híbridos e híbridos plug-in, conforme a categoria e o grau de eletrificação, como mostra a lista a seguir.
- Carros elétricos: imposto de importação sobe gradualmente até alcançar 35% em julho de 2026.
- Híbridos plug-in: alíquota cresce em etapas, acompanhando o calendário definido pela Camex.
- Híbridos convencionais: tributação também retorna, com percentuais progressivos nos próximos anos.
Leia mais: Demitido e não recebeu todo o FGTS? Nova medida permite saque integral mesmo no saque-aniversário
O que muda para a energia solar com o fim da alíquota zero?
Os painéis fotovoltaicos importados deixam de ter isenção total e passam a conviver com tributação progressiva. Embora existam cotas temporárias sem imposto até 2026, o modelo altera a base de custos do setor solar.
Como o Brasil estruturou seu crescimento solar com equipamentos asiáticos, a medida tende a encarecer projetos residenciais, comerciais e industriais, afetando a expansão da capacidade instalada e o ritmo de novos investimentos.

Quais impactos práticos consumidores e empresas já esperam?
O efeito mais imediato é o repasse do imposto aos preços finais. Tanto no setor automotivo quanto no solar, especialistas alertam que o custo adicional reduz a atratividade econômica, especialmente para projetos menores, como você vê abaixo.
- Consumidor final: carros elétricos ficam mais caros, atrasando a substituição do motor a combustão.
- Empresas: projetos de energia solar exigem maior investimento inicial e retorno mais longo.
- Frotas e usinas: planos de eletrificação e autoprodução passam por reavaliação financeira.
Mais do que um ajuste tributário, a decisão de elevar impostos sobre energia limpa redefine o ritmo da transição energética no Brasil e coloca em jogo o equilíbrio entre indústria nacional, preços acessíveis e compromissos ambientais de longo prazo.
- Para assegurar a integridade dos fatos, este texto sofreu alterações editoriais. É importante esclarecer ao leitor que a publicação original data de 2023, momento em que a retomada dos impostos foi decidida. Portanto, o ano de 2026 aparece na matéria como uma data futura (meta do governo), e não como o ano corrente de redação. ↩︎




