As novas regras e a fiscalização do MEI apertam a partir de 2026. Cruzamento de dados, notas obrigatórias e reforma tributária elevam riscos de desenquadramento, mais impostos e perda de benefícios previdenciários.
As novas regras do MEI e a intensificação da fiscalização estão mudando a rotina de milhões de empreendedores. Receita Federal, reforma tributária e novas exigências de nota fiscal criam riscos reais de desenquadramento, aumento de impostos e perda de benefícios a partir de 2026.
Por que a fiscalização do MEI ficou mais rigorosa?
A Receita Federal passou a cruzar dados de faturamento com mais precisão. Se o microempreendedor individual declara faturar até R$ 81 mil, mas emite notas ou recebe valores acima disso, o sistema identifica automaticamente a inconsistência.
Outro ponto crítico envolve débitos acumulados. MEIs com mais de um ano de DAS em atraso entram em risco de exclusão do Simples Nacional, o que pode ocorrer de forma definitiva a partir de 2026, elevando custos e obrigações fiscais.
Confira o vídeo compartilhado pelo canal do YouTube Central do Microempreendedor falando sobre as novas mudanças nos impostos em cima de microempreendedores.
Como CPF e CNPJ impactam o limite de faturamento?
Muitos empreendedores confundem rendas pessoais com as da empresa. Salários CLT, aposentadoria e aluguel não entram no limite do MEI, mas valores recebidos pela atividade empresarial exigem atenção especial, como mostram os pontos abaixo.
- Soma de rendas empresariais: ganhos da mesma atividade no CPF e no CNPJ contam juntos no limite anual.
- Declaração de IR: a isenção até R$ 5.000 só terá efeito prático nas declarações feitas em 2027.
- Risco de inconsistência: divergências entre CPF e CNPJ facilitam autuações automáticas.
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O que muda com a criação do nanoempreendedor?
A reforma tributária criou a figura do nanoempreendedor, voltada a quem fatura até R$ 40.500 por ano. Esse modelo permite atuar apenas com CPF, sem emissão de nota fiscal e fora dos novos tributos.
Apesar da simplicidade, o formato tem um custo alto. Quem opta pelo nanoempreendedor perde acesso a benefícios do INSS, como aposentadoria e auxílios, o que exige avaliação cuidadosa antes da escolha.

Como a reforma tributária muda impostos e notas do MEI?
A transição começa em 2026, com destaque obrigatório de IBS e CBS nas notas fiscais, ainda sem pagamento adicional. Já em 2027, a exigência de créditos tributários pressiona o MEI a optar pelo novo regime, trazendo impactos diretos.
- IBS e CBS: alíquotas podem chegar a 19,6% em serviços ou 28% no comércio.
- Nota obrigatória: emissão para CPF e CNPJ passa a ser exigida em todas as vendas.
- Imposto automático: cobrança tende a ocorrer direto no Pix ou maquininha.
Com tantas mudanças, o MEI precisará planejar cada passo para evitar desenquadramentos, impostos elevados e perdas de direitos que podem comprometer a sustentabilidade do negócio.




