Salário mínimo de 2026 sobe para R$ 1.621 e teto do INSS vai a R$ 8.537,55. Valores afetam contribuições de CLT, autônomos e MEIs, além de reajustar benefícios ligados ao piso e limitar descontos previdenciários.
O cenário previdenciário de 2026 traz números definidos que impactam renda, contribuições e benefícios no Brasil. Com novo salário mínimo e teto do INSS, trabalhadores formais, autônomos e MEIs precisam entender como os valores afetam descontos, direitos e planejamento financeiro.
O que muda com o novo salário mínimo e o teto do INSS?
O salário mínimo de 2026 foi fixado em R$ 1.621, valor que serve de base para benefícios, contribuições e contratos. Esse reajuste influencia diretamente aposentadorias no piso, abonos e o cálculo de recolhimentos previdenciários.
Já o teto do INSS está estimado em R$ 8.537,55, definindo o valor máximo de benefício e o limite sobre o qual incidem contribuições. Quem ganha acima desse patamar não contribui nem recebe além desse valor.

Quais planos de contribuição valem para autônomos e facultativos?
Quem não tem carteira assinada contribui por conta própria, escolhendo alíquotas conforme o objetivo previdenciário. Os planos variam em valor e direitos futuros, como mostram as principais opções a seguir.
- Plano normal: contribuição de 20% sobre o salário escolhido, com mínimo de R$ 324,20.
- Plano simplificado: alíquota de 11% sobre o mínimo, totalizando R$ 178,31.
- Baixa renda: contribuição de 5% para facultativos inscritos no CadÚnico, no valor de R$ 81,05.
Como funciona a contribuição do MEI em 2026?
O microempreendedor individual segue um regime simplificado de arrecadação. A parcela destinada ao INSS corresponde a 5% do salário mínimo, resultando em uma contribuição previdenciária mensal de R$ 81,05.
Esse valor integra o boleto DAS, que pode incluir ICMS ou ISS conforme a atividade exercida. O pagamento em dia garante acesso a benefícios como aposentadoria por idade, auxílio-doença e salário-maternidade.

Como ficam os descontos para trabalhadores CLT e domésticos?
Para empregados com vínculo formal, o INSS é descontado diretamente do salário de forma progressiva. Isso significa que cada alíquota incide apenas sobre a faixa correspondente, evitando desconto integral na maior taxa, como mostra o modelo abaixo.
- Até R$ 1.621: desconto de 7,5% sobre essa faixa salarial.
- Faixas intermediárias: alíquotas de 9% e 12% aplicadas de forma progressiva.
- Acima de R$ 4.473: alíquota de 14% até o limite do teto previdenciário.
Quais benefícios são reajustados com o novo piso nacional?
Benefícios atrelados ao salário mínimo, como BPC, PIS/PASEP e seguro-desemprego, passam automaticamente ao novo valor em 2026. Isso garante aumento imediato para milhões de pessoas em situação de maior vulnerabilidade.
Já aposentadorias acima do piso seguem apenas a correção pelo INPC, o que pode gerar reajuste percentual menor. Entender essa diferença é essencial para planejar renda e contribuições no longo prazo.




