O Intestino é conhecido como o segundo cérebro do corpo humano devido à impressionante rede de conexões nervosas que possui, desempenhando um papel crucial nos processos digestivos e impactando diretamente o bem-estar geral do organismo. Esta função é essencial, principalmente no que diz respeito à imunidade. Nos últimos tempos, sintomas como Intestino solto e inchaço abdominal têm se tornado cada vez mais comuns, o que instiga a busca por respostas sobre as causas e tratamentos adequados para estes desconfortos.
Os hábitos alimentares do mundo ocidental, caracterizados pelo consumo elevado de carboidratos, alimentos ultraprocessados e gorduras, são apontados como um dos principais fatores que levam ao estufamento abdominal e alterações na consistência das fezes. Quando essas mudanças na digestão se tornam constantes e afetam a qualidade de vida, é fundamental proceder a uma investigação médica para explorar possíveis causas subjacentes.
O que causa o Intestino solto?
Um dos questionamentos frequentes sobre problemas intestinais está relacionado às Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs), principalmente durante o Maio Roxo, que visa conscientizar sobre estas condições. Enquanto condições como Doença de Crohn e Retocolite podem estar associadas ao Intestino solto, elas não são as causas mais comuns. Intolerâncias alimentares, disbiose intestinal e a Síndrome do Intestino Irritável estão entre os fatores mais prevalentes que contribuem para esse quadro.
Quais são as causas das alterações intestinais?
Intolerâncias alimentares desempenham um papel significativo nas alterações intestinais, sendo a intolerância à lactose uma das mais frequentes. Até 65% da população pode ser afetada, dependendo dos grupos étnicos. Esse tipo de intolerância ocorre quando a enzima lactase, necessária para a absorção da lactose, está ausente ou em quantidade insuficiente, levando à fermentação no Intestino.

Além disso, intolerâncias à frutose e ao trigo, não relacionadas à doença celíaca, além de outros carboidratos fermentáveis agrupados sob o termo FODMAP, podem também originar desconforto intestinal. Alimentos como brócolis e maçã, embora saudáveis, podem causar fermentação excessiva em algumas pessoas devido às suas propriedades fermentativas.
Quando é necessário buscar ajuda médica?
Mesmo sintomas digestivos considerados menos severos, como estufamento e alterações nas fezes, merecem atenção e, se persistentes, uma consulta com um especialista. É importante destacar sinais de alarme, como perda de peso inexplicada, presença de sangue nas fezes, febre, anemia e dores intestinais durante a noite. Estes indicativos podem estar associados a condições mais graves, como as DIIs, e devem ser investigados sem demora.
Compreender as causas por trás dos distúrbios intestinais permite uma abordagem mais efetiva no tratamento e melhora significativamente a qualidade de vida daqueles afetados. Medidas proativas, como ajustes na dieta e consultas regulares a especialistas, são passos fundamentais para alcançar esse objetivo.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
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