A Michelin vai apresentar na CES 2026 um pneu com inteligência artificial que monitora desgaste e carga em tempo real. A tecnologia usa análise preditiva, promete reduzir falhas e pode gerar economia global de até US$ 1,68 bilhão até 2030.
A Michelin prepara uma inovação que pode transformar a gestão de frotas e a segurança veicular. A empresa vai apresentar um pneu com inteligência artificial capaz de acompanhar desgaste e carga em tempo real, antecipando falhas e prometendo redução bilionária de custos operacionais.
O que torna o novo pneu da Michelin diferente dos atuais?
Ao contrário dos sistemas tradicionais, que monitoram apenas a pressão, o novo pneu utiliza análise preditiva baseada em dados dinâmicos do veículo. A proposta é abandonar alertas genéricos e oferecer previsões reais sobre a vida útil de cada pneu.
A tecnologia foi desenvolvida para operar de forma contínua, avaliando condições reais de uso. Isso permite decisões mais precisas sobre manutenção, reduzindo paradas inesperadas e ampliando a eficiência operacional em veículos de passeio e frotas.

Como a inteligência artificial mede carga e desgaste?
O sistema cruza múltiplos dados do veículo para gerar análises avançadas sobre o desempenho dos pneus. Essas informações alimentam um modelo inteligente que aprende com o uso e ajusta suas previsões ao longo do tempo, como mostram os pontos a seguir.
- Dados de condução: frenagens, acelerações e forças laterais em curvas.
- Carga real: peso suportado pelo veículo em diferentes situações.
- Padrões de uso: histórico operacional para prever desgaste futuro.
Quais ganhos financeiros e operacionais a Michelin projeta?
A fabricante estima que a adoção global da tecnologia pode gerar uma economia de até US$ 1,68 bilhão até 2030, valor equivalente a cerca de R$ 9,5 bilhões. O impacto seria sentido principalmente por operadores de frotas.
Além da redução de custos, o sistema tende a prolongar a vida útil dos pneus, aumentar a segurança e apoiar estratégias de mobilidade sustentável, alinhando eficiência econômica com menor desperdício de recursos.

Como a Michelin trata privacidade e segurança dos dados?
Um dos diferenciais do projeto é a forma como os dados são tratados. Todas as informações coletadas permanecem armazenadas no próprio veículo, evitando envio para servidores externos e reduzindo riscos relacionados à privacidade digital.
- Armazenamento local: dados não são enviados para a nuvem.
- Integração flexível: adaptação a diferentes modelos com baixo esforço.
- Controle do usuário: montadoras e motoristas mantêm domínio das informações.
Onde a tecnologia será apresentada e o que vem a seguir?
A solução será demonstrada na CES 2026, nos Estados Unidos, em um Ford Bronco de 1970 adaptado. A escolha de um modelo clássico reforça que a tecnologia não depende apenas de veículos modernos.
Durante o evento, o público poderá acompanhar dados em tempo real por meio de aplicativo próprio. A estratégia posiciona a Michelin na vanguarda dos pneus inteligentes, em um mercado cada vez mais atento a inovação, custos e regulação.




