Entre quem cozinha com frequência, a dúvida sobre o que é mais econômico, fogão a gás ou fogão por indução, aparece com regularidade. A conta não envolve apenas o preço do botijão ou da energia elétrica, mas também a eficiência de cada sistema e o tempo que cada um leva para preparar uma refeição completa, o que em 2025, com tarifas de luz e gás pressionadas, se tornou parte importante do planejamento doméstico.
Fogão a gás e fogão por indução gastam mais ou menos?
Para visualizar a comparação na prática, com medição real de consumo durante o preparo das refeições e análise direta do custo final, assista ao vídeo abaixo do @Manual do Mundo do Youtube:
A principal palavra-chave dessa discussão é justamente economia de fogão. Em ensaios comparativos, o fogão por indução tem mostrado consumo de energia elétrica relativamente baixo para preparar uma refeição completa, frequentemente na faixa de 1 kWh, o que, com tarifa média de 0,70 a 0,80 real por kWh, tende a resultar em custo abaixo de 1 real por almoço.
No caso do fogão a gás, a medição é feita pelo peso de gás consumido do botijão. Em um cenário típico, observa-se perda em torno de 100 gramas de GLP para uma refeição semelhante, valor que costuma ficar um pouco acima do gasto da indução, mas ainda dentro de uma faixa de poucos centavos e sujeito às variações regionais de preço.
Como funciona o fogão por indução na prática?
O fogão elétrico por indução funciona com um campo magnético que aquece diretamente o fundo da panela, sem chama visível, reduzindo a dispersão de calor para o ambiente e aumentando a eficiência. Em testes, pratos como feijão sob pressão, que exigem cerca de meia hora de cozimento, concentram a maior parte do gasto energético em qualquer tecnologia.
Por trabalhar com potência controlada, o equipamento de indução permite iniciar o aquecimento em nível alto até a fervura e, depois, reduzir a intensidade para manter o cozimento, prática também comum em fogões a gás, o que ajuda a manter o tempo total de preparo semelhante entre as duas tecnologias.
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Quais são os custos e vantagens de cada tipo de fogão

A análise de custo-benefício entre fogão a gás e indução não se limita à conta de gás ou de luz. O gasto total envolve preço do equipamento, necessidade de troca de panelas, manutenção, vida útil dos componentes e até possíveis adaptações elétricas ou de ponto de gás na cozinha.
Alguns pontos costumam ser considerados por famílias que avaliam uma possível mudança de tecnologia e desejam entender o impacto no orçamento e na rotina:
- Custo de operação: a indução tende a ficar levemente abaixo do gás em cenários de teste controlados, mas a diferença pode variar conforme a região.
- Investimento inicial: fogões de indução e cooktops costumam ter preço mais alto do que muitos fogões a gás convencionais, além do custo das panelas compatíveis.
- Estrutura da casa: um fogão de indução depende de instalação elétrica adequada, tomada compatível e, em alguns casos, circuito dedicado.
- Presença de forno: modelos de indução geralmente não trazem forno acoplado, o que leva à compra de um forno elétrico ou a gás separado.
- Rotina de uso: quem cozinha em grande quantidade, com várias bocas ao mesmo tempo, pode perceber diferenças maiores no consumo total ao longo do mês.
No fogão a gás, a vantagem está na ampla disponibilidade de botijões em todo o país e na familiaridade com o uso, além da maior autonomia em locais com quedas frequentes de energia. Já o fogão por indução se destaca em espaços pequenos, como quitinetes e cozinhas compactas, em que o tamanho reduzido, a menor emissão de calor para o ambiente e a facilidade de limpeza têm peso relevante na escolha.




