Especialistas alertam que álcool e cafeína, sobretudo quando combinados, são gatilhos comuns da enxaqueca. A mistura aumenta desidratação, piora o sono, intensifica a sensibilidade vascular e prolonga crises em pessoas predispostas.
Pessoas que sofrem de enxaqueca precisam atenção redobrada ao que consomem. Especialistas alertam que certas bebidas, especialmente quando combinadas, podem intensificar crises, prolongar sintomas e aumentar o desconforto, mesmo em quem já controla fatores como sono e stress.
Por que algumas bebidas agravam tanto a enxaqueca?
A enxaqueca é uma condição neurológica associada a um cérebro mais sensível a estímulos internos e externos. Mudanças químicas, vasculares e hormonais tornam o organismo mais reativo a certos compostos presentes em bebidas comuns.
Fatores como desidratação, alterações no sono e dilatação dos vasos sanguíneos não causam a enxaqueca sozinhos, mas funcionam como gatilhos poderosos em pessoas predispostas, facilitando crises mais intensas e duradouras.

Quais bebidas devem ser evitadas por quem tem enxaqueca?
Especialistas destacam que o problema não está apenas em uma bebida isolada, mas principalmente na combinação entre elas. Esse consumo conjunto potencializa efeitos negativos no organismo, como explicam os pontos a seguir.
- Álcool: dilata os vasos sanguíneos e interfere na qualidade do sono.
- Cafeína: em excesso, causa dependência e pode gerar dor por abstinência.
- Álcool com cafeína: combinação que intensifica desidratação e crises.
O que acontece quando álcool e cafeína são consumidos juntos?
O álcool atua como diurético, aumentando a perda de líquidos, enquanto a cafeína estimula o sistema nervoso. Juntos, favorecem desidratação, pior qualidade do sono e maior sensibilidade vascular, condições ideais para uma crise de enxaqueca.
Além disso, bebidas alcoólicas podem conter tiramina e sulfitos, substâncias conhecidas por desencadear enxaquecas em pessoas sensíveis, agravando sintomas como dor pulsátil, náuseas e desconforto visual.

Como diferenciar enxaqueca de outros tipos de dor de cabeça?
Nem toda dor de cabeça é igual, e reconhecer as diferenças ajuda no tratamento correto. A enxaqueca apresenta sinais específicos que a distinguem de outras cefaleias, como mostram os pontos abaixo.
- Dor pulsátil: geralmente unilateral e de intensidade moderada a severa.
- Sensibilidade: piora com luz, ruído e atividade física.
- Sintomas associados: náuseas, vômitos ou alterações visuais.
Quais hábitos ajudam a reduzir crises de enxaqueca?
Além de evitar bebidas gatilho, manter uma rotina equilibrada faz diferença. Hidratação adequada, alimentação regular e sono consistente reduzem a frequência das crises e protegem o cérebro contra estímulos excessivos.
A enxaqueca exige atenção contínua, não apenas durante as crises. Pequenas escolhas diárias, como o que se bebe, podem determinar se o dia termina com bem-estar ou com dor persistente e incapacitante.




