O Sono é um componente essencial da saúde humana, exercendo uma influência significativa sobre o equilíbrio físico e mental. Durante o sono, o corpo humano realiza processos críticos, incluindo a regeneração celular, o fortalecimento do sistema imunológico e a regulação hormonal. Embora costumeiramente associada à sensação de descanso, uma boa noite de sono possui efeitos profundos na prevenção de enfermidades cardiovasculares, no controle do peso e na melhoria da memória.
Especialistas em Medicina do Sono, como o otorrinolaringologista Dr. Paulo Reis, destacam a necessidade de manter regularidade nos horários de sono, afirmando que a produtividade física e mental é consideravelmente afetada pela qualidade do repouso noturno. O sono, portanto, não apenas rejuvenesce o corpo, mas também é um potente agente na prevenção de diversas patologias, servindo como um alicerce para uma vida saudável.

Quantas Horas de Sono São Necessárias?
A crença popular de que todos devem dormir exatamente oito horas por noite pode levar a entendimentos errôneos sobre as necessidades individuais de sono. A quantidade de sono necessária pode variar significativamente de pessoa para pessoa, de modo similar à quantidade de calorias que cada indivíduo necessita diariamente. Embora a média para a maioria das pessoas seja cerca de oito horas, algumas necessitam de mais e outras de menos.
Fatores como a idade e condições fisiológicas específicas, como a gravidez, podem influenciar a quantidade de sono necessária. Para adolescentes e gestantes, por exemplo, as demandas de sono tendem a ser mais elevadas. Subestimar ou superestimar a necessidade de sono pode prejudicar o bem-estar e levar a longos períodos de fadiga e insatisfação.
Qualidade do Sono: O Que Realmente Importa?
Há um equívoco comum de que dormir uma longa noite é sinônimo de sono de qualidade. No entanto, a profundidade e continuidade são fatores cruciais. Um sono fragmentado ou superficial pode resultar em uma sensação de cansaço, mesmo após horas suficientes de repouso. Problemas como o ronco e a apneia do sono são exemplos frequentes de condições que prejudicam a qualidade do descanso.
Um sono de qualidade é caracterizado por uma continuidade, com poucos despertares, e uma adequada passagem por todos os estágios do sono, incluindo o sono REM (Movimento Rápido dos Olhos). Regularidade nos horários para deitar e levantar é igualmente importante, assegurando que o ciclo do sono esteja alinhado com as necessidades individuais.
Impacto de Condições de Saúde no Sono
Diversas condições de saúde podem interferir no sono, agravando problemas preexistentes ou criando novas dificuldades. A Síndrome das Pernas Inquietas, por exemplo, leva a um impulso incontrolável de mover as pernas, perturbando o descanso noturno. A enxaqueca, além de causar dor, pode induzir alterações nos padrões de sono, exacerbando os sintomas.
Por outro lado, questões hormonais, como as enfrentadas durante a menopausa, frequentemente levam a insônia, afetando a qualidade de vida com potencial aumento dos riscos cardiovasculares. O tratamento dessas condições frequentemente envolve uma combinação de mudanças no estilo de vida, terapia e, quando necessário, intervenção médica para minimizar o impacto sobre o sono.
Como Alimentação Afeta o Sono?
A alimentação desempenha um papel importante na qualidade do sono. Consumo excessivo de alimentos ou de bebidas estimulantes perto da hora de dormir pode enviar sinais conflitantes ao corpo, interferindo na iniciação e manutenção do sono. Para evitar tais problemas, recomenda-se que a última refeição ocorra pelo menos duas horas antes de deitar.
Ademais, a natureza da refeição também é importante; refeições pesadas podem dificultar a digestão, perturbando o sono. O equilíbrio adequado de nutrientes ao longo do dia, combinado com a hidratação apropriada, pode ajudar a minimizar desconfortos noturnos, promovendo um ambiente interno propício para um repouso eficiente e revitalizante.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
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