O escitalopram é um dos antidepressivos mais prescritos atualmente, mas iniciar um tratamento com ele ainda gera dúvidas e receios. A médica psiquiatra Dra. Ana Cláudia, que atende em Curitiba e online para todo o Brasil, explica como o medicamento funciona, quais são suas indicações e quais efeitos colaterais podem surgir.
Segundo a especialista, conhecer o funcionamento e as reações possíveis ajuda o paciente a se sentir mais seguro e a seguir corretamente o tratamento, sempre com acompanhamento médico.
Para que serve o escitalopram?
O escitalopram pertence à classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), substâncias que aumentam a disponibilidade desse neurotransmissor no cérebro, ajudando a regular o humor e reduzir sintomas ansiosos.
Entre as indicações mais comuns estão: depressão, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico, fobia social e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). A escolha da dose e a duração do tratamento variam conforme o quadro clínico e a resposta individual.
Quais efeitos colaterais podem aparecer no início?
Nos primeiros dias de uso, alguns pacientes podem sentir náusea, dor de cabeça, aumento da ansiedade, insônia ou sonolência. De acordo com a Dra. Ana Cláudia, esses efeitos costumam melhorar espontaneamente entre cinco e sete dias.

É fundamental manter o acompanhamento médico nesse período, pois ajustes de dose ou orientações específicas podem ajudar a reduzir o desconforto.
Quais reações exigem troca de medicamento?
Embora o escitalopram seja geralmente bem tolerado, há dois efeitos colaterais que, quando persistentes, podem levar à substituição por outro tratamento: apatia e diminuição da libido.
A apatia é descrita como a sensação de não sentir emoções — nem tristeza ou ansiedade, mas também sem alegria ou entusiasmo. Já a queda de libido pode afetar a qualidade de vida e a satisfação pessoal.
É seguro iniciar ou interromper o uso por conta própria?
A Dra. Ana Cláudia reforça que jamais se deve iniciar ou suspender o escitalopram sem orientação médica. Tanto o início quanto a retirada gradual são etapas que precisam de acompanhamento para evitar efeitos adversos e garantir a eficácia do tratamento.
Interromper de forma abrupta pode causar sintomas de abstinência, como tontura, irritabilidade e insônia, além de favorecer recaídas do transtorno tratado.
Fontes oficiais consultadas:
- Ministério da Saúde: https://www.gov.br/saude
- Organização Mundial da Saúde (OMS): https://www.who.int
- Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP): https://www.abp.org.br




