A língua portuguesa é cheia de detalhes que podem confundir até os falantes mais experientes. Além das palavras que geram dúvidas sobre o plural, existem outros deslizes gramaticais muito comuns no dia a dia, que acabam passando despercebidos. Muitas vezes, repetimos uma forma de falar que ouvimos desde sempre, sem saber que ela não segue a norma-padrão.

Apesar de as construções gramaticais diferentes da norma culta serem formas legítimas de comunicação, influenciadas por região, classe social e idade, aprimorar a comunicação, tanto na fala quanto na escrita, pode fazer uma grande diferença em mensagens mais formais. Confira a seguir sete erros comuns que você pode estar cometendo sem notar.

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  1. Usar “menas” em vez de “menos”
    Um dos erros mais conhecidos, a palavra “menas” não existe na língua portuguesa. O termo “menos” é um advérbio e, por isso, é invariável, ou seja, não muda para o feminino nem para o plural. Para o uso formal, use “menos”, independentemente da palavra que vem a seguir. Por exemplo: “Havia menos pessoas na reunião de hoje”.

  2. Concordar o verbo com “a gente”
    A expressão “a gente” é equivalente ao pronome “nós”, mas exige que o verbo fique na terceira pessoa do singular. É comum ouvir frases como “a gente vamos ao cinema”, mas a concordância adequada é “a gente vai ao cinema”, e caso prefira usar o verbo no plural, a opção é trocar a expressão por “nós”: “Nós vamos ao cinema”.

  3. Flexionar o verbo “haver” como sinônimo de “existir”
    Quando o verbo “haver” tem o sentido de existir, acontecer ou ocorrer, ele é impessoal, o que significa que deve ser usado apenas no singular. Portanto, em vez de dizer “houveram muitos problemas”, o correto é “houve muitos problemas”, e para o tempo futuro: “haverá muitas oportunidades”.

  4. Dizer “meia” em vez de “meio” para intensidade
    Quando a palavra indica intensidade ou estado, ela funciona como advérbio e não varia. Usar “meia” só é correto quando se refere ao numeral (meia dúzia) ou à peça de vestuário; e para expressar que alguém está um pouco cansado, o certo é sempre “meio”.

  5. Usar o verbo “fazer” no plural para indicar tempo
    Assim como o verbo “haver”, o verbo “fazer” também é impessoal quando se refere a tempo decorrido. Por isso, ele deve permanecer sempre no singular, usando “faz cinco anos que me mudei” e não “fazem cinco anos”. A regra vale para qualquer período de tempo.

  6. “Assistir o filme” em vez de “assistir ao filme”
    O verbo “assistir”, no sentido de ver ou presenciar, exige a preposição “a”. Portanto, o mais adequado é dizer que você vai “assistir ao jogo” ou “assistir à série”. Usar o verbo sem a preposição, como em “assistir o paciente”, é usado com o significado de dar assistência ou ajudar.

  7. Confundir “onde” e “aonde”
    “Onde” é usado para indicar um lugar fixo, sem movimento, exemplo: “Onde você mora?”, enquanto “aonde” deve ser utilizado com verbos que expressam movimento ou deslocamento, como ir, chegar ou levar, exemplo: “Aonde vamos depois daqui?”.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata

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