O Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) são dois dos principais programas do governo federal para acesso ao ensino superior. Escolher de forma correta depende diretamente do perfil financeiro e dos objetivos de cada candidato pois, enquanto um oferece bolsas de estudo, o outro funciona como um financiamento.

O Prouni concede um benefício que não precisa ser pago de volta, enquanto o Fies é um empréstimo que deverá ser quitado após a formatura. Ambos usam a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como critério de seleção e são destinados a candidatos de faculdades privadas.

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Como funciona o Prouni

O Programa Universidade para Todos (Prouni) oferece bolsas de estudo integrais (100%) e parciais (50%) em instituições particulares. A bolsa integral é para candidatos com renda familiar bruta mensal de até 1,5 salário mínimo por pessoa, enquanto a parcial atende quem tem renda familiar de até três salários mínimos por pessoa.

Para participar, além do critério de renda, é preciso ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou como bolsista em escola particular. O estudante selecionado não precisa se preocupar com mensalidades, total ou parcialmente, e sua única obrigação é manter um bom desempenho acadêmico para não perder o benefício.

E o Fies, como é?

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) funciona como um empréstimo para pagar as mensalidades da faculdade. Durante o curso, o estudante realiza pagamentos de valor reduzido, definidos em contrato, referentes ao seguro e aos juros do financiamento. Após concluir a graduação, começa a fase de amortização, na qual o saldo devedor é pago em parcelas mensais, com juros que variam conforme a modalidade contratada.

O Fies se divide em modalidades, com diferentes critérios de renda. A principal, com juro zero, destina-se a estudantes com renda familiar per capita de até três salários mínimos, enquanto outras modalidades podem atender a faixas de renda superiores, mas com taxas de juros definidas por agentes financeiros.

É exigido que o candidato tenha realizado o Enem a partir da edição de 2010 e obtido uma nota mínima no exame de 450 pontos e nota na redação superior a zero.

Qual escolher?

A decisão depende da sua situação. Para facilitar, compare os pontos principais e veja qual se encaixa melhor na sua realidade:

  • Tipo de benefício: o Prouni é uma bolsa de estudo, um benefício direto sem necessidade de devolução. O Fies é um financiamento, ou seja, uma dívida que precisa ser paga após a formatura.

  • Perfil de renda: o Prouni foca em estudantes de baixa renda, com limites mais restritos, já o Fies abrange diferentes faixas de renda, dependendo da modalidade, incluindo uma opção com juro zero para o mesmo público do Prouni parcial.

  • Compromisso futuro: com o Prouni, a única obrigação é acadêmica, enquanto com o Fies, existe a obrigação contratual de quitar o financiamento, o que impacta o planejamento financeiro por anos.

  • Uso combinado: é possível usar os dois programas juntos. Um estudante com bolsa de 50% do Prouni pode financiar os outros 50% da mensalidade por meio do Fies, desde que se enquadre nos critérios de ambos e que as regras do edital vigente permitam essa complementação.

Consultar os editais oficiais de cada programa no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior para verificar regras, prazos e documentação exigida é essencial, pois as condições podem ser atualizadas a cada edição.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata

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