Durante sua gestão como ministro da Fazenda, entre janeiro de 2023 e março de 2026, Fernando Haddad enfrentou um cenário complexo no comando da economia brasileira. Sua passagem pelo cargo foi marcada por três grandes frentes de atuação que testaram a capacidade do governo em conciliar crescimento com responsabilidade fiscal. Haddad deixou o ministério em março de 2026 para se dedicar às eleições, sendo substituído por Dario Durigan.
Quais foram os principais desafios de Haddad na economia?
As batalhas centrais do então ministro envolveram a implementação de um novo sistema de impostos, o esforço para manter a inflação sob controle e a busca pelo equilíbrio das contas públicas. Cada uma dessas frentes possuía desdobramentos próprios e exigiu articulação política constante com o Congresso Nacional e diálogo com o mercado financeiro.
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Os três principais desafios de sua gestão foram:
A regulamentação da reforma tributária.
O controle da meta de inflação.
A sustentabilidade do novo arcabouço fiscal.
Como funcionou a reforma tributária em sua gestão?
A reforma tributária buscou simplificar o sistema de impostos sobre o consumo no Brasil. A proposta, aprovada durante sua gestão, unificou cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) em um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, composto pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
Após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o grande desafio foi a regulamentação por meio de leis complementares. Essa etapa, que se estendeu ao longo de seu mandato, definiu as alíquotas, as isenções e os detalhes do novo sistema, sendo crucial para garantir que a mudança não aumentasse a carga tributária geral e melhorasse o ambiente de negócios.
Qual foi a estratégia para o controle da inflação?
A meta de sua equipe econômica era manter a inflação dentro dos limites definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para isso, o Ministério da Fazenda precisava alinhar a política fiscal, que controla os gastos do governo, com a política monetária, executada de forma autônoma pelo Banco Central por meio da taxa de juros Selic.
O desafio de Haddad foi demonstrar um compromisso firme com a responsabilidade fiscal. Isso ajudava a ancorar as expectativas dos agentes econômicos, facilitando o trabalho do Banco Central para reduzir os juros sem pressionar os preços, o que favorecia o crédito e o crescimento econômico.
O que foi o novo arcabouço fiscal?
O arcabouço fiscal foi o conjunto de regras que substituiu o antigo teto de gastos. Ele limitava o crescimento das despesas do governo a um percentual do aumento da arrecadação, com o objetivo central de zerar o déficit primário e garantir a sustentabilidade da dívida pública a longo prazo.
A principal batalha nesta área foi provar que a regra era crível e seria cumprida. Durante sua gestão, o governo enfrentou pressões constantes por mais gastos, e qualquer desvio da meta fiscal podia gerar desconfiança no mercado, afetando o câmbio, os juros e as decisões de investimento.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
