O Brasil figura entre os maiores produtores de petróleo do mundo, e essa riqueza está concentrada em áreas específicas do seu vasto território, principalmente no mar. A produção nacional é dominada pela exploração offshore, com destaque para a camada pré-sal, que transformou o perfil energético do país nos últimos anos.

As reservas estão espalhadas por diferentes bacias sedimentares, que são depressões na crosta terrestre onde o óleo e o gás se acumulam. Embora existam dezenas delas, poucas concentram a maior parte da extração comercial de petróleo no país.

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O gigante do pré-sal

A maior parte do petróleo brasileiro vem da camada pré-sal. Localizada a milhares de metros abaixo do leito oceânico, sob uma espessa camada de sal, essa área se estende pelo litoral do Espírito Santo a Santa Catarina. O óleo encontrado ali é de alta qualidade e os poços são extremamente produtivos.

As duas bacias mais importantes dentro do polígono do pré-sal são a de Santos e a de Campos. Juntas, elas respondem pela maior parte da produção nacional, consolidando o Brasil como um ator relevante no cenário global de energia.

Bacia de Campos: a pioneira da produção offshore

Antes da descoberta do pré-sal, a Bacia de Campos era a grande estrela da produção de petróleo no Brasil. Localizada entre o litoral norte fluminense e o sul capixaba, ela foi a responsável pelo desenvolvimento da tecnologia de exploração em águas profundas no país durante as décadas de 1980 e 1990.

Apesar de ser considerada uma área com campos mais maduros, a Bacia de Campos ainda possui uma produção significativa e continua sendo um polo estratégico para diversas empresas do setor, que investem na revitalização de seus poços e na otimização da extração.

Outras fontes de petróleo em terra e mar

Além das gigantes Santos e Campos, outras bacias contribuem para o mapa do petróleo brasileiro. A Bacia do Espírito Santo, vizinha de Campos, possui campos relevantes tanto no pós-sal quanto no pré-sal e recentemente retomou o posto de segunda maior produtora do país. No Nordeste, a Bacia de Sergipe-Alagoas consolidou-se como uma das fronteiras mais promissoras da Petrobras, com descobertas de reservas gigantescas de gás natural e óleo leve em águas ultraprofundas.

Embora a exploração em terra (onshore) represente uma parcela menor da produção nacional, ela é fundamental para a economia regional. A Bacia Potiguar, entre o Rio Grande do Norte e o Ceará, permanece como o principal polo terrestre, enquanto a Bacia do Recôncavo, na Bahia, mantém sua relevância histórica. Nestas áreas, a entrada de empresas privadas tem sido decisiva para revitalizar campos maduros, utilizando novas tecnologias para aumentar a extração em poços anteriormente considerados em declínio.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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