O interesse por reformas e manutenção de imóveis segue em alta, impulsionado pela valorização da casa como ativo financeiro. Segundo a Obramax, 73% dos consumidores do setor de materiais de construção realizam reformas e reparos, em vez de obras novas.

Com a declaração do Imposto de Renda, muitos proprietários revisitam esses gastos. Quando documentadas, certas reformas podem ser incorporadas ao valor do imóvel, o que reduz o imposto sobre ganho de capital em uma futura venda.

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A plataforma Houser aponta que a maior parte das reformas ocorre sem documentação adequada, impedindo o aproveitamento fiscal. Felipe Rossi, CEO da empresa, afirma que a falta de organização dos custos impede que a reforma seja tratada como parte do ativo, impactando o imposto a ser pago.

O que pode ser declarado no Imposto de Renda

A Receita Federal diferencia os gastos com base no impacto que geram no imóvel. Reformas que aumentam o valor, a vida útil ou a funcionalidade do bem podem ser incorporadas ao seu custo. Esses investimentos são considerados benfeitorias e incluem:

  • troca completa de telhado;

  • reformas estruturais;

  • ampliação ou construção de novos ambientes;

  • instalações permanentes, como móveis planejados, piscinas ou energia solar.

Para que esses valores sejam considerados, é preciso comprová-los com documentos formais.

O que não entra na declaração

Despesas de manutenção e conservação não podem ser incorporadas ao valor do imóvel, pois não geram valorização econômica direta. Entre elas estão:

  • pintura;

  • troca de torneiras ou peças;

  • reparos elétricos pontuais;

  • manutenção de portas, janelas e estruturas básicas.

Documentação é o ponto crítico

Para que os valores sejam aceitos pela Receita Federal, é necessário apresentar notas fiscais, contratos e comprovantes de pagamento. A qualificação da mão de obra é um fator determinante, pois profissionais qualificados operam com maior formalização e emitem documentos válidos.

Dados de mercado indicam que uma parcela significativa das obras residenciais no Brasil ocorre de forma informal e sem rastreabilidade financeira. Sem organização, mesmo reformas relevantes podem ser desconsideradas pelo Fisco.

Segundo Rossi, a ausência de controle, orçamento estruturado e mão de obra qualificada pode aumentar o custo total do imóvel e a carga tributária na venda. "A casa deixou de ser apenas um bem de uso e passou a ser um ativo financeiro relevante", explica. Quando há previsibilidade e organização, a reforma se torna parte da estratégia patrimonial.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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