As famílias brasileiras estão pagando mais caro para se endividar no país em um momento em que há mais dinheiro disponível para empréstimos, como financiamento, cartão de crédito e crédito pessoal.
A conclusão é de um estudo da FGV Ibre, centro de pesquisa da Fundação Getulio Vargas, que aponta que o custo para pegar dinheiro emprestado ficou concentrado em quem depende dos bancos, principalmente o consumidor comum. A análise foi conduzida pelos pesquisadores Flávio Ataliba, Pedro Avelino e João Santos de França.
Na prática, o dinheiro continua circulando, mas não nas mesmas condições para todos.
O governo tem ampliado sua captação ao vender títulos públicos, que são papéis comprados por investidores em troca de juros, enquanto grandes empresas conseguem levantar recursos diretamente no mercado financeiro, sem precisar recorrer aos bancos. Já as famílias seguem restritas a opções mais caras, como cartão de crédito e empréstimos pessoais, onde os juros são mais altos.
O movimento tem pressionado o orçamento doméstico. Com mais renda comprometida com dívidas e maior risco de atraso nos pagamentos, sobra menos espaço para consumo.
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Mesmo com o volume total de crédito em crescimento, a distribuição desse dinheiro tem sido desigual e o custo maior tem ficado com quem tem menos alternativas para se financiar.
