O receio de cair na malha fina é um problema, mas muitas vezes o obstáculo está em descuidos simples, que poderiam ser facilmente evitados com um pouco mais de atenção durante o preenchimento dos dados.

Informações incompletas ou incorretas são os principais motivos que levam uma declaração a ser retida para análise. Conhecer os erros mais comuns garante uma entrega tranquila e evita futuras dores de cabeça com o Fisco. Para ajudar nessa tarefa, a reportagem listou as falhas que mais se repetem todos os anos.

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Veja a seguir um guia prático dos sete erros que você não pode cometer:

  1. Omitir rendimentos: um dos erros mais frequentes é não declarar todas as fontes de renda. Além do salário principal, é obrigatório informar valores recebidos de aluguéis, trabalhos como autônomo, pensões alimentícias e até mesmo rendimentos de aplicações financeiras. Todas as fontes pagadoras devem ser listadas.

  2. Informar dados de dependentes incorretamente: incluir um dependente exige atenção. É preciso informar o CPF de todos, independentemente da idade, incluindo recém-nascidos. Além disso, caso o dependente tenha alguma fonte de renda, como uma bolsa de estágio ou pensão, esses valores também precisam ser declarados.

  3. Lançar despesas médicas sem comprovação ou despesas não dedutíveis: todos os gastos com saúde que podem ser deduzidos (consultas médicas, exames, tratamentos, planos de saúde) devem ser comprovados por recibos ou notas fiscais que contenham o CPF ou CNPJ do prestador do serviço.

  4. Erros de digitação: um simples número errado no CPF de um dependente, no CNPJ de uma empresa ou nos valores de rendimentos e deduções é suficiente para reter a declaração. A revisão cuidadosa de cada campo antes do envio é fundamental.

  5. Variação patrimonial incompatível: a Receita Federal cruza os dados para verificar se a evolução do seu patrimônio é compatível com a renda declarada. Se você comprou um carro ou um imóvel, por exemplo, a origem do dinheiro precisa estar clara na sua declaração para justificar o aumento de bens, o que pode incluir o uso de financiamentos e empréstimos.

  6. Esquecer o informe do antigo emprego: quem trocou de emprego durante o ano precisa solicitar o informe de rendimentos de todas as empresas em que trabalhou. Esquecer de declarar os valores recebidos de um antigo empregador é uma falha comum e facilmente detectada pelo sistema.

  7. Não atualizar o valor de bens: ao declarar bens como imóveis ou veículos, o valor a ser informado é o de aquisição, e ele não deve ser atualizado pela inflação. O campo correto para o valor é o de "Situação em 31 de dezembro", que deve permanecer o mesmo ao longo dos anos, a menos que benfeitorias tenham sido realizadas e devidamente comprovadas.

Para evitar problemas, a recomendação é sempre revisar a declaração com calma antes do envio final. Em caso de dúvidas, consulte o site oficial da Receita Federal, que disponibiliza manuais e um serviço de perguntas e respostas para auxiliar os contribuintes.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana

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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata

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