Tentar realizar uma transferência e se deparar com o Pix fora do ar pode gerar dúvidas e insatisfação sobre a tecnologia que move nosso dinheiro. A verdade é que mesmo os sistemas mais robustos podem falhar, e os motivos variam de picos de acesso a problemas físicos nos equipamentos.
O sistema do Pix é composto por uma infraestrutura central, gerenciada pelo Banco Central, e pelos sistemas próprios de cada instituição financeira. Embora a estrutura principal seja altamente resiliente, a instabilidade que o usuário final percebe geralmente ocorre no sistema do seu próprio banco.
Leia Mais
-
Pix: mentiras, verdades e a quem serve o controle das transações
-
Pix: vazamento expõe dados bancários de mais de 11 milhões de brasileiros
-
Pix fora do ar? Usuários relatam problema no sistema após pane da AWS
Grandes sistemas financeiros são projetados para lidar com transações simultâneas, mas existem momentos em que a demanda supera a capacidade. Pense nisso como um grande congestionamento em uma rodovia. Se carros demais tentarem passar ao mesmo tempo, o trânsito para. O mesmo acontece com os servidores dos bancos.
Em datas comemorativas, como dias de pagamento de salários ou grandes promoções, como a Black Friday, o volume de operações cresce exponencialmente em um curto período, sobrecarregando a infraestrutura e causando lentidão ou até a interrupção total do serviço.
De falhas em peças a erros de código
Outra causa comum para a instabilidade são as falhas de hardware e software. Os sistemas bancários dependem de uma rede de servidores e componentes eletrônicos. Para evitar uma parada completa, as instituições utilizam sistemas de redundância . No entanto, em situações complexas, essa transição pode não ser instantânea ou suficiente para evitar a instabilidade.
Já as falhas de software ocorrem por erros em linhas de código. Uma atualização mal implementada ou um bug que não foi detectado durante os testes pode gerar um efeito cascata. Nesses casos, o sistema precisa ser reiniciado ou corrigido, o que leva tempo e deixa os serviços indisponíveis para os clientes.
Manutenção programada e segurança
Nem toda queda é um imprevisto. Muitas vezes, os bancos realizam manutenções programadas para atualizar e melhorar a segurança de seus sistemas. Essas pausas são geralmente agendadas para horários de baixa demanda, como a madrugada, para minimizar o impacto na vida dos usuários.
A segurança também influencia, já que sistemas financeiros são alvos constantes de ataques cibernéticos. Um tipo comum é o ataque de negação de serviço (DDoS), que inunda os servidores com um volume massivo de solicitações falsas, com o objetivo de sobrecarregá-los e tirá-los do ar. Para se proteger, as instituições investem continuamente em barreiras de proteção, mas a ameaça é constante.
Apesar do transtorno, a maioria das instabilidades é resolvida rapidamente. Graças às equipes de tecnologia e aos sistemas de backup, o tempo médio de recuperação para falhas no Pix costuma variar entre 40 minutos e duas horas, restabelecendo a normalidade para os usuários.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria
