A indústria de latas de alumínio ganhou apoios importantes no governo contra a taxação de importações de folhas metálicas. Com o temor de que, em pleno ano eleitoral, os preços de alimentos como leite em pó e sardinha enlatada onerem a cesta básica, a Casa Civil se juntou aos ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura para contestar as tarifas, defendidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, de Geraldo Alckmin.
Até agora, por meio de Alckmin, o governo tem atendido o pleito da CSN, dona do monopólio da produção das lâminas metálicas no país. A empresa alega prática de dumping com a compra de aço importado e risco à produção brasileira.
Segundo os fabricantes de latas, no entanto, as lâminas metálicas envolvem apenas cerca de 2% do faturamento da CSN.
Na outra ponta, a Abeaço, associação que reúne fabricantes de latas de alumínio que movimentam R$ 26 bilhões ao ano, apresentou estudos apontando que a taxação do aço importado aumenta o preço dos alimentos da cesta básica, como sardinha, em até 6% em média. As empresas querem importar lâminas metálicas principalmente da China.
Do lado da Abeaço está o Ministério do Desenvolvimento Agrário. O Ministério da Agricultura também já se posicionou contra a taxação nas discussões do governo. Com a proximidade da eleição, o alerta acendeu também na Casa Civil.
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O embate no governo em torno da importação de folhas metálicas deve escalar no início de março, na reunião do Gecex (Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior – Camex).
