Geraldo Alckmin vai se reunir na tarde desta quarta-feira, 4, com o presidente da BYD no Brasil, Tyler Li, e com o vice-presidente da montadora no país, Alexandre Baldy, em meio à pressão da empresa chinesa para tentar flexibilizar o atual regime fiscal aplicado à importação de veículos desmontados no Brasil.

O encontro ocorre dias após o fim da isenção do imposto de importação para operações via SKD e CKD, regimes em que os veículos chegam ao país praticamente prontos, desmontados em kits, para montagem final local, com tributação mais branda do que a aplicada a carros totalmente importados.

Também participam da reunião o diretor de Relações Governamentais e Institucionais da montadora, Luiz Fernando Barbosa dos Santos, e o secretário de Desenvolvimento Industrial do MDIC, Uallace Moreira Lima.

A BYD foi uma das principais beneficiárias do regime transitório adotado pelo governo em 2025, que concedeu cotas com isenção de imposto de importação para veículos eletrificados desmontados como estratégia para atrair investimentos e acelerar a eletrificação da frota. O benefício perdeu validade em 31 de janeiro de 2026, e o governo decidiu não prorrogá-lo.

Com o fim da isenção, passou a valer o cronograma de recomposição tributária definido anteriormente. Veículos eletrificados importados montados seguem para alíquota de 35% até julho deste ano; kits SKD passam a pagar 35% a partir do segundo semestre deste ano; e veículos importados como CKD, atualmente tributados em cerca de 14%, terão a alíquota elevada para 35% a partir de janeiro de 2027.

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A decisão de manter o calendário foi defendida por montadoras tradicionais instaladas no país e por entidades do setor, lideradas pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que criticam o uso prolongado de SKD e CKD por considerar que o modelo gera baixa agregação de valor local e poucos empregos.

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