Presente no rótulo de alimentos como nuggets, salsichas e mortadelas, a sigla CMS pode gerar estranhamento no consumidor. Trata-se da carne mecanicamente separada, um ingrediente comum na indústria alimentícia obtido a partir do aproveitamento de tecidos de carcaças de animais como aves, suínos e bovinos que restam nos ossos após a desossa principal.

O processo utiliza máquinas de alta pressão que comprimem as carcaças contra peneiras finas. Essa força separa mecanicamente os tecidos moles, como músculos e gorduras, dos ossos. O resultado é uma massa ou pasta de consistência uniforme, que é então incorporada na fabricação de diversos produtos processados.

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Como a CMS é regulamentada?

No Brasil, o uso da carne mecanicamente separada é regulamentado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A legislação estabelece critérios rigorosos para garantir a segurança do produto final, definindo limites para componentes como cálcio, gordura e proteínas.

A legislação também obriga os fabricantes a declararem a presença do ingrediente de forma clara na lista de ingredientes do rótulo, especificando a espécie de origem. Por isso, ao ler a embalagem, o consumidor encontrará a expressão "carne mecanicamente separada de" seguida pelo nome do animal, como frango, suíno ou bovino.

Onde a carne mecanicamente separada é usada?

Além dos famosos nuggets, a CMS é um componente frequente em uma variedade de alimentos ultraprocessados. Sua textura e custo de produção a tornam uma alternativa viável para a indústria. Entre os principais produtos que podem conter o ingrediente estão:

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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