Apesar do nome curioso, a carne de onça, prato mais famoso de Curitiba, não leva nenhum ingrediente do felino. A iguaria é, na verdade, carne bovina crua, moída e temperada, servida sobre fatias de broa. Reconhecida como patrimônio cultural de natureza imaterial da capital paranaense desde 2016, a receita também recebeu o selo de Indicação Geográfica (IG), reforçando sua importância como um aperitivo obrigatório em bares e botecos da cidade.

O prato consiste em carne magra de primeira qualidade, como patinho ou filé mignon, moída na hora e sem gordura. A preparação é simples, mas exige ingredientes frescos. A carne é temperada com sal, pimenta-do -reino, cebola branca e cebolinha bem picadas, finalizada com um fio de azeite de oliva extra virgem.

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De onde vem o nome?

Embora os primeiros registros do prato em cardápios da cidade datem de 1935, a origem do nome popular tem mais de uma versão. A mais famosa remonta à década de 1940 e está ligada a Cristiano Schmidt, então presidente do time de futebol Britânia. Ele costumava frequentar seu bar, conhecido como “Toca do Tatu”, onde pedia o aperitivo com muita cebola e brincava que, ao comer, ficava com um "bafo de onça".

Outra versão documentada atribui o nome ao goleiro Duia, que, ao ver o prato, teria dito: “você só serve essa carne aí, que nem onça come”, em referência ao hábito do felino de comer carne crua. Seja qual for a origem, o apelido pegou e transformou-se em uma marca registrada da culinária local.

Qual a receita original?

A base do prato é a carne bovina crua e fresca, mas a forma de servir é o que completa a tradição. A mistura é espalhada generosamente sobre fatias de broa de centeio, um pão escuro e denso que complementa o sabor. Para quem aprecia, pimenta e mostarda escura também podem ser adicionadas.

  • Carne bovina magra moída na hora;

  • Cebola branca cortada em cubos pequenos;

  • Cebolinha fresca picada;

  • Sal e pimenta do reino moída;

  • Azeite de oliva extra virgem;

  • Fatias de broa de centeio.

Hoje, a carne de onça é um símbolo da identidade curitibana, encontrada em mais de 200 estabelecimentos, de bares tradicionais a restaurantes sofisticados. A popularidade é tanta que o prato virou tema de um festival gastronômico anual, organizado pela plataforma Curitiba Honesta desde 2013, onde chefs apresentam versões clássicas e releituras do famoso aperitivo.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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