Conquistar uma estrela no Guia Michelin é o objetivo máximo para restaurantes de alta gastronomia e um selo de qualidade que atrai clientes do mundo todo. Mas o que exatamente os misteriosos avaliadores do famoso guia francês procuram? A avaliação se baseia em cinco critérios universais, que os inspetores aplicam de forma anônima e rigorosa em qualquer país.
Os avaliadores, profissionais com pelo menos 10 anos de experiência no setor, visitam os estabelecimentos como clientes comuns. Eles pagam a conta e nunca se identificam, garantindo uma experiência autêntica e imparcial. Uma única visita não é suficiente; a consistência é chave. Por isso são realizadas múltiplas refeições, em diferentes dias e estações do ano, antes de qualquer decisão ser tomada.
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Os 5 critérios do Guia Michelin
A avaliação para conceder uma, duas ou três estrelas se baseia exclusivamente na qualidade da comida servida no prato. Para isso, os inspetores seguem um método com cinco pontos principais que definem a excelência de uma cozinha.
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Qualidade dos ingredientes: a base de tudo. Os avaliadores verificam o frescor, a procedência e a nobreza dos produtos utilizados em cada prato.
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Harmonia dos sabores e domínio das técnicas culinárias: não basta ter bons ingredientes, é preciso saber transformá-los. A equipe da cozinha deve demonstrar maestria na execução das receitas e na criação de um equilíbrio harmonioso de sabores.
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Personalidade do chef na sua cozinha: a comida deve contar uma história e refletir a criatividade e a visão única do chef. Pratos originais e com identidade própria são altamente valorizados.
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Relação qualidade-preço: o valor cobrado deve ser justo pela experiência oferecida. Isso não significa que o restaurante precisa ser barato, mas que o preço deve ser condizente com a qualidade da comida.
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Consistência entre as visitas: um restaurante de excelência mantém seu alto padrão todos os dias. Os inspetores retornam em diferentes ocasiões para garantir que a qualidade da primeira visita se repita.
É fundamental destacar que a decoração, o ambiente ou a qualidade do serviço não contam para a obtenção das estrelas. Esses fatores são avaliados separadamente no guia, com símbolos de talheres. A estrela é, e sempre foi, sobre a comida.
Atualmente, no Brasil, o Guia Michelin está presente nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. O cenário gastronômico do país conta com 4 restaurantes com duas estrelas e 10 estabelecimentos com uma estrela, todos localizados nessas duas capitais.
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Uma estrela: uma cozinha de grande qualidade.
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Duas estrelas: uma cozinha excelente, que vale o desvio na rota.
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Três estrelas: uma cozinha excepcional, que justifica a viagem.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
