Em “American hostage”, série que o MGM+ exibe com episódios semanais, Jon Hamm volta a estrelar uma produção de época. Diferentemente do célebre Don Draper, de “Mad men”, ele é um homem de família voltado para a comunidade. Aqui, a história é baseada em fatos ocorridos em Indianápolis, em 1977.



Fred Heckman (Hamm) nos é apresentado como o confiável radialista que comanda o programa “My town Indy” há muitos anos. Bem casado com Barbara (Mireille Enos), ele acabou de receber uma proposta irrecusável. Mudar-se para Nova York para, em uma nova emissora, comandar um programa do gênero. Seria um “My town New York” na CBS Radio, o que significaria uma ascensão na carreira.



Só que ele acaba sendo atropelado pelos acontecimentos. O coprotagonista desta história é Tony Kiritsis (Giovanni Ribisi), vendedor de carros usados que é o oposto de Heckman. Ele não tem família nem laços com a comunidade. Não é mau propriamente, só que leva uma vida apertada, cheia de dívidas. Até que ele resolveu dar um basta da maneira mais radical possível.



Em 8 de fevereiro de 1977, Kiritsis entrou na empresa Meridian Mortgage e fez seu corretor de hipotecas refém, amarrando um fio na nuca da vítima, conectado a uma espingarda. Levou Dick Hall (Kristoffer Polaha) para fora do prédio e, de lá, para seu apartamento. Ligou para Heckman na rádio para expor, no ar, suas queixas.



SONHO


Ele acusa Dick de lhe conceder uma hipoteca que sabia que jamais poderia pagar para tomar o controle de um grande terreno. O que Kiritsis quer, ao levar a história a público, é um pedido de desculpas, imunidade pelo sequestro e a possibilidade de realizar o sonho: construir uma churrascaria no terreno hipotecado.



A ideia da série é ser uma antologia, exibindo uma nova história baseada em fatos a cada temporada. “American hostage” nasceu do podcast homônimo, lançado há quatro anos. A mesma história já teve uma versão no cinema. Lançado no ano passado, o filme “Refém por um fio”, de Gus Van Sant, tem como foco a relação entre Kiritsis (Bill Skarsgard) e Hall (Dacre Montgomery), seu refém.



Já a série destaca o ponto de vista de Heckman, e todas as implicações derivadas da relação dele com Kiritsis. Também com muito tempo de produção – são oito episódios, com três já disponíveis – a narrativa teve que abrir o leque.



Uma das subtramas inclui um colega do radialista, Ben Hairston (William Jackson Harper), que vê a crise como uma oportunidade de tomar o lugar de Heckman. A outra coloca o foco nas duas mulheres no fogo cruzado, Barbara e Ibby (Kat Cunning). Esta última é casada com Dick, o homem cuja vida está sob a mira de uma espingarda.



Há também flashbacks que mostram como os três homens – Heckman, Kiritsis e Hall – chegaram até aquele momento. Jon Hamm é, sem sombra de dúvidas, o chamariz da série. Ainda que Fred Heckman tenha muito mais escrúpulos do que o personagem que deu fama ao ator, em “American hostage” ele está muito próximo de Draper.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia



“AMERICAN HOSTAGE”
• Série com oito episódios no MGM+. Os três primeiros estão disponíveis. Novos episódios aos domingos.


compartilhe