Como turista, a carioca Flávia Reis ama vir a Minas Gerais e segue roteiros em suas visitas à capital mineira, que incluem idas ao Mercado Central. Levar a filha de 10 anos para conhecer o Instituto de Arte Contemporânea Inhotim está em seus planos. Entretanto, a atual visita da atriz a BH é em nome da arte: ela apresenta no Centro Cultural Unimed-BH Minas, neste domingo (13/9), o monólogo “Super ela”.


Conhecida por participações no programa “Zorra”, em novelas como “Travessia” e “Garota do momento” e pelo espetáculo “Neurótica”, que ficou em cartaz durante 14 anos, ela é uma amante confessa do teatro. “As pessoas falam: ‘Você faz stand-up, show de piada’. Mas não, é teatro mesmo, é personagem, luz, trilha sonora original feita para o meu espetáculo”, diz.


“É sempre um desafio estar no palco, porque é um lugar de contato direto com a plateia, onde o riso e o choro acontecem com sinceridade naquele momento. Não tem edição, não tem corte, não tem filtro. É o que está acontecendo no momento”, afirma.


Em “Super ela”, Flávia interpreta uma super-heroína não convencional, que tem como objetivo saltar de uma plataforma para dentro de um pequeno recipiente. Em meio a hesitações sobre saltar ou não, a personagem passa a refletir sobre temáticas como liberdade feminina, pertencimento, autonomia, envelhecimento e coragem.



METÁFORA


O pequeno recipiente, no entanto, pode ser interpretado como uma metáfora referente a mulheres que precisam se encaixar em ambientes, como empregos ou relacionamentos, em que não caibam.


“Nos momentos em que ela começa a refletir sobre a vida, trago várias dificuldades do ser humano diante da sociedade contemporânea em que vivemos, os desafios da rotina, que vão desde deixar o telefone de lado a socorrer alguma pessoa que precisa de ajuda. Então, é uma brincadeira em torno dos pensamentos que inventamos, é uma heroína tentando se salvar e salvar o mundo”, explica a artista.


Ela estreou o espetáculo este ano, em Barcelona, e já passou pelo Rio de Janeiro e por São Paulo. Segundo a atriz, a reação da plateia, que não apenas gargalha com a trama, mas fica em silêncio, reflexiva e, às vezes, até chora, tem sido surpreendente para ela. “É uma comédia com uma pitada de drama.”


Ela assina o texto e avalia que o espetáculo gera identificação em muitas mulheres e conscientização por parte dos homens. “Brinco que sou uma super-heroína na minha vida profissional, porque eu me desdobro. Tenho a maior felicidade em fazer isso. Neste ano gravei três programas, que vão estrear agora no segundo semestre, no Multishow, enquanto eu estava ensaiando ‘Super ela’”, conta.


“Quando estreei, estava fazendo um filme com a Giovanna Antonelli, que ainda vai ser lançado, mas eu gosto muito de estar no palco fazendo teatro.” Enquanto se prepara para vir a BH, Flávia Reis ensaia para dar vida a Dona Miranda na montagem “Descalços no parque”, que estreia em 8 de outubro, no Rio de Janeiro.


“Conforme vou amadurecendo, ganho mais experiência de palco com os personagens, descubro coisas novas a cada sessão. É um prazer diferente estar com a plateia e, conforme vamos perdendo a insegurança de estar em cena, outras coisas vão aparecendo. O mais legal de ver mesmo é como a experiência dos personagens com o público vai se aprofundando.”


* Estagiária sob supervisão da editora Silvana Arantes



“SUPER ELA”
Monólogo de Flávia Reis. Neste domingo (13/9), às 19h, no Centro Cultural Unimed-BH Minas (Rua da Bahia, 2244, Lourdes). Ingressos à venda pela plataforma Sympla. Plateia 1: R$ 140 (inteira), R$ 70 (meia), R$ 119 (inteira MTC e Unimed) e R$ 59,50 (meia MTC e Unimed). Plateia 2: R$ 120 (inteira), R$ 60 (meia), R$ 102 (inteira MTC e Unimed) e R$ 51 (meia MTC e Unimed).



“CANTOS, GRITOS, SUSSURROS E RISADAS”


O cantor, compositor e educador musical Rafael Macedo lança neste domingo (13/9) seu primeiro álbum dedicado à infância, “Cantos, gritos, sussurros e risadas”, com show no Parque Ecológico da Pampulha (Avenida Otacílio Negrão de Lima, 7.111), às 15h. Macedo divide o palco com Ayran Nicodemo, Joana Boechat, Leandro César, Jhê e Kristoff Silva. Entrada é gratuita.



“MARGOT E A ÁRVORE DA VIDA”


A companhia de teatro O Trem apresenta o espetáculo “Margot e a árvore da vida” no Teatro Francisco Nunes (Avenida Afonso Pena, 1.321, Centro - Parque Municipal), neste domingo (13/9), às 16h. Dirigida por Livia Gaudencio e estrelado por Deinha Baruqui, Fabiana Loyola, Jordan Antunes e Léo Campos, a peça conta a história de Margot, que possui o dom de sentir o que plantas e animais sentem. Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), à venda pelo Sympla.



 “O PEQUENINO GRÃO DE AREIA”


Neste sábado (12/9) e domingo, às 16h, a Cia. do Silêncio encena “O pequenino grão de areia” no Teatro Raul Belém Machado (R. Leonil Prata, 53, Alípio de Melo). Com texto do compositor e roteirista João Falcão e direção de Yuri Simon, tem Ana Nery Carvalho, Léo Gualberto, Marco Túlio Zerlotini, Pauline Braga e Tádson Mendes no elenco. A trama conta a história de um grão de areia que se apaixona por uma estrela. Entrada gratuita mediante retirada de ingresso pelo Sympla e na bilheteria do teatro, disponibilizados duas horas antes do espetáculo.



“SOLOS DE AMOR”


O coletivo Nomeiodeparacom estreia o espetáculo “Solos de amor”, com direção de Violeta Penna e tendo no elenco Carlos Linn, Joana Wanner, Johnny Cezar, Letícia Sigale, Pimenta Pimenta e a diretora. Eles apresentam seis solos simultâneos, em diferentes ambientes, enquanto o público pode circular pelos espaços. No sábado (12/9), o palco é o Centro Cultural Vila Marçola (Rua Mangabeira da Serra, 300, Marçola), às 19h, e no domingo o espetáculo é no Centro Cultural Jardim Guanabara (Rua João Álvares Cabral, 277, Jardim Guanabara). Entrada gratuita.

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“CHAPEUZINHO VERMELHO”


O clássico “Chapeuzinho vermelho” chega ao Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21) neste domingo (13/9), com sessões às 11h e às 16h. Dirigido por Freddy Mozart e estrelado por Thayissa Canguçu, Luciano de Lima, Freddy Mozart e Fernanda Abreu, o espetáculo narra a história da garota que precisa cruzar uma floresta para levar doces à avó e se depara com um lobo durante o caminho. Ingressos a R$ 60 e R$ 30 (meia e ingresso social mediante doação de 1 kg de alimento não perecível), à venda pela plataforma Ingressum.


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