Os 24 semifinalistas da 56ª edição do Festival Nacional da Canção (Fenac) estão definidos. Os últimos quatro foram selecionados na sexta-feira e sábado, na etapa classificatória realizada em Nepomuceno, no Sul de Minas Gerais. A próxima fase será realizada na sexta (4/9) e sábado (5) em Boa Esperança, também na região, onde nasceu o festival. A grande final acontece no domingo.
Ao longo desta edição, 120 músicas selecionadas a partir das 1.200 inscrições foram apresentadas em seis cidades de Minas Gerais. De cada município, apenas quatro foram selecionadas para seguirem adiante. Isso, aliás, é algo que incomoda o idealizador do Fenac, Gleizer Naves. “O número e qualidade de artistas brasileiros vêm aumentando significativamente, e para nós que organizamos o evento, fica a decepção em levar apenas uma parte pequena deles adiante”, conta, ressaltando a qualidade técnica “impressionante” dos artistas inscritos.
Atualmente, uma condição que ajuda um pouco nesse aspecto é a edição on-line do evento, em que os internautas elegem a canção vencedora. “É uma modalidade que abre mais chances de visualização”, pontua Gleizer. Apesar disso, para ele, nada se compara com a operação presencial – que pode ajudar alguns artistas, mas até prejudicar outros. “Tem gente que vem de longe, com pouca ajuda e às vezes não está muito preparado, e pode se prejudicar no ao vivo, mas tem também quem surpreende e cresce no palco”, ressalta.
Presença fluminense
O Fenac já se consolidou como uma referência no mundo da música nacional. Não é de hoje, portanto, que nomes de norte a sul do país se dedicam a marcar presença no festival. O que Gleizer destaca, especialmente em relação aos inscritos deste ano, é uma forte presença de artistas do Rio de Janeiro. “Recebemos 1.200 inscrições de 22 estados brasileiros. Antigamente, Minas e São Paulo predominavam entre os concorrentes. Hoje, já há uma presença expressiva de outros estados do Norte, Nordeste, Sul… E vejo que o Rio de Janeiro entrou com uma força tremenda”.
Uma possível justificativa para isso, conforme explica Gleize Naves, é o fato de, há alguns anos, bandas fluminenses terem se arriscado e conhecido o evento. “Entre os artistas, há uma comunicação muito rápida. Quando um ganha um prêmio ou sente que um festival é diferenciado, passa isso para frente”.
Classificados para a semifinal por etapa
Tiradentes
• Por um triz, interpretada por Amandona, de Belo Horizonte (MG)
• Infinita, interpretada por Bruna Moraes, de Imbituba (SC)
• Arrastada, interpretada por Patrícia Polayne, de Aracaju (SE)
• 15 mil pedaços, interpretada por Pilar, de Campo Grande (MS)
São Thomé das Letras
• Boa morte, interpretada por Nanda Dearo, de Poços de Caldas (MG)
• A(mar), interpretada por Pilar, de Campo Grande (MS)
• Partes de nós, interpretada por Rô Cunha, de Santa Maria (RS)
• Alpendre, interpretada por Pedro Antônio e a Plantação de Estrelas, de Uberlândia (MG)
Campo Belo
• Errante, interpretada por Bruna Marlière, de Juiz de Fora (MG)
• É doce é salgado, interpretada por Thiago Juraski, de Guarapuava (PR)
• Dandara Chorou, interpretada por Déia Silva, de Contagem (MG)
• Não é o fim, interpretada por Tiago Moraes, de Campo Belo (MG)
Coqueiral
• O amor é ouro, interpretada por Lóssios, de Ubatuba (SP)
• Quem me viu, quem me vê, interpretada por Cauê Nardi, do Rio de Janeiro (RJ)
• Foi assim, interpretada por Zé Alexanddre, de São Paulo (SP)
• Machuca, interpretada por Camila Marieta, de Fortaleza (CE)
Perdões
• Ensolarada, interpretada por Jéssica Stephens, de Boa Vista (RR)
• Enquanto me deixar, interpretada por Keréto, de Santo Antônio de Jesus (BA)
• Brasiliano, interpretada por Aduar, de São João Del Rei (MG)
• Dono só de mim, interpretada por Vinícius Paes, Bruna Moraes e Selma Fernands, de São Roque (SP)
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Nepomuceno
• Respeito, interpretada por Juliara Ghiner, do Rio de Janeiro (RJ)
• Coisa de irmão, interpretada por Jorge Carlota, de Machado (MG)
• Na mão do palhaço, interpretada por Jana Figarella, de Santarém (PA)
• Pequeno Príncipe, interpretada pela Família Vilas Boas, de Fortaleza (CE)
