O duo Ôromina, formado por Maíra Baldaia e Elisa de Sena, abriu a apresentação deste sábado com o clássico de Milton Nascimento, “Para Lennon e McCartney”. Mineiras, iniciaram o repertório relembrando que “são o mundo, são Minas Gerais”.
Acompanhadas dos músicos Leo Lana (bateria), da banda Malungo, e Paulinho Maravilha (acordeão), elas celebraram a todo momento as raízes mineiras e a ancestralidade. Apresentaram também a faixa autoral “Ôromina”, que recebe o nome do duo. “Esse é nosso show de estreia em BH, que delícia estar aqui com vocês. Viva as riquezas de Minas Gerais.”
Maíra Baldaia usa de influências do afropop e une axé e tambores do congado. Em 2023, lançou o disco “Obí”. Ela se junta a Elisa de Sena, criada no Bairro Goiânia, em BH, que lançou seu primeiro disco aos 37 anos, o “Cura”, em 2019.
Entre as faixas escolhidas para o repertório, apresentaram “Woman” e “Ponto de Oxum”, do compositor Sérgio Pererê. “Estamos falando dos compositores, esse show é uma homenagem aos compositores mineiros. Pensamos em nomes de pessoas próximas de nós, mas que são ouro de minas, e de pessoas mais reconhecidas”.
Logo em seguida, engataram “A criação”, de Maurício Tizumba. “Viva Deus e viva o mundo / Oh que beleza natureza que Olorum criou”. A estrutura do teatro permite apresentações mais intimistas, foi o caso do show do duo. As faixas de outros artistas ganharam releituras próprias e diferentes interpretações do duo.
A força feminina e ancestralidade negra e indígena moveram grande parte do repertório. Maíra Baldaia performou a canção “Insubmissa”, homenagem às mulheres. “Mulher é onda / Mulher é vento / Mulher é raiz / Mulher é tempestade”. As artistas logo engataram “Maria Maria”, de Bituca, com a “estranha mania de ter fé na vida”.
O músico do Clube da Esquina, inclusive, ganhou grande espaço no repertório, com “Ponta de areia” e “Fé cega, faca amolada”, parceria com Beto Guedes, também apresentadas.
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O encerramento ficou a cargo de “Negra Rima” de Maíra Baldaia. “Ela é preta / É negra da rima / Carrega seu corpo-estandarte aonde vai/ Voz de reação/ Chama pra ação”.
