Às 19h15 da noite deste sábado de Virada Cultural, no calor de 27°C que atinge Belo Horizonte, Vannick Belchior, a filha caçula do “bigodudo mais querido do Brasil” — como a mesma descreveu — subiu em cena no Palco Gramado, no Parque Municipal.


A apresentação logo se iniciou com falas e imagens de Belchior, uma verdadeira homenagem ao músico cearense, que completaria 80 anos em outubro. Vannick abriu o show “Meu nome é cem” com a canção “Notícias de Terra Civilizada”. Ela chega com o repertório pela primeira vez em BH.



Na primeira interação com o público — que cantava junto com animação e emoção —, a cantora cearense afirmou estar feliz de estar novamente na capital mineira. “Que alegria estar nesse evento tão importante para BH, que é a Virada Cultural. Muito feliz de trazer meu show para essa cidade tão querida”, afirma. Ela ainda desejou uma “boa Virada Cultural” ao público e celebrou a cultura popular.


Em março de 2025, Vannick recebeu o título de cidadã honorária de Belo Horizonte, em cortejo do Bloco Volta Belchior durante o carnaval. O bloco, inclusive, acompanhou a artista na apresentação no Parque Municipal, mas começou a tocar depois de 10 músicas, iniciando a participação com “Comentário a respeito de John”.



Atualmente, Vannick roda o Brasil com o projeto “Meu nome é cem”, música de Belchior. Ela lança disco homônimo no dia 4 de setembro. Durante o show, a cantora celebrou o futuro álbum e afirmou que as faixas são releituras de canções “lado b” — consideradas menos “famosas” ou desenvolvidas — do pai. O projeto é celebração dos 80 anos de Belchior.


Enchendo aos poucos, a plateia estava com todos os ânimos quando Vannick engatou “Como nossos pais”. O parque municipal na noite escura de BH se iluminava de pessoas e com coro de uma das músicas mais clássicas do Brasil. “Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”, é o caso de Vannick. A cearense está vivendo a música como seu pai, Belchior.



Ela encerrou o show com “Sujeito de sorte” e celebrando a cultura brasileira e a resistência do povo brasileiro. “Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro”.


Em entrevista ao Estado de Minas, Vannick afirmou ser uma honra estar em Belo Horizonte. “Eu sou cidadã honorária de Belo Horizonte. Isso fortalece toda a obra do meu pai, que inclusive morou aqui. Sempre ouvi dos amigos dele que um dos primeiros lugares, além do Ceará, que abriria as portas para mim seria BH e assim foi feito.”


Com roupas extravagantes e coloridas em cena, afirmou que essa será a identidade visual do novo disco. “Trago todo esse conceito onde busco escancarar a situação do artista no Brasil. O álbum, o projeto busca cantar o povo brasileiro, cantar o Brasil para o Brasil, onde ainda dói no povo brasileiro. Mas lembrar também que o país ainda sonha", conta.



“Levo o conceito do circo, não só quero escancarar a situação invisibilizada do palhaço, do artista que fez, mostrar o lúdico do circo, do sonho de criança.”

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Vannick confirma presença no cortejo do Bloco Volta Belchior em 2027.


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