Um piloto brasileiro homenageou o influenciador e ex-mecânico de aviação Lito Sousa nos céus dos Estados Unidos nessa segunda-feira (24/8). A homenagem acontece após Lito ser diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). A bordo de um Cessna 150M, o piloto Enderson Rafael desenhou o nome do influenciador em uma região próxima à cidade de Dallas, no Texas. O voo durou pouco mais de três horas, segundo dados do site FlightRadar24.

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Durante a homenagem, o trajeto figurou entre os mais monitorados do mundo na plataforma. Em uma publicação no Instagram, Rafael afirmou que o desenho formado no céu era maior do que a cidade de São Paulo.

Mobilização

O caso de Lito tem gerado mobilização nas redes sociais. Lito fez sua primeira aparição pública após o diagnóstico no domingo (23/8), em um vídeo no qual pedia para ser submetido a um tratamento experimental desenvolvido por pesquisadores da Universidade Harvard.

Antes do vídeo, seguidores do influenciador já haviam iniciado uma campanha para tentar incluí-lo em um estudo com o medicamento ION717, da farmacêutica Ionis Pharmaceuticals.

A família considera promissores dois estudos. Um deles é ligado à Universidade Harvard, nos Estados Unidos. O outro é multicêntrico, com centros de pesquisa em Paris, na França, além de Alemanha e Inglaterra.

No momento, porém, nenhum dos dois está recebendo novos participantes. A esposa de Lito afirmou que já entrou em contato com os responsáveis para buscar uma forma de incluí-lo, mesmo que por exceção. "Eu tenho 0% de chance, mas se eu tiver 1% de chance em qualquer lugar, a gente quer esse 1%", afirmou Mila em vídeo.

Doença não tem tratamento específico

Lito Sousa é dono do canal "Aviões e Músicas", no YouTube, onde explica o funcionamento de aviões, procedimentos de segurança e acidentes aéreos em linguagem acessível.

O diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob exige uma investigação cuidadosa para descartar outras condições com sintomas semelhantes. Em geral, a doença começa com alterações cognitivas rapidamente progressivas, afetando a memória e a autonomia.

As alterações motoras costumam aparecer posteriormente. "A gente está falando de uma doença rara, e ainda de uma manifestação inicial com sintomas motores, e não cognitivos, mantendo a lucidez", explica o neurologista Felipe Schmidt, coordenador do Serviço de Neuroimunologia do HUPE/Uerj.

Atualmente, não há uma terapia específica capaz de curar a doença ou interromper sua progressão. O tratamento é voltado ao controle dos sintomas e ao conforto do paciente.

"É basicamente suporte e conforto. Então, tratar a dor, tratar os movimentos involuntários, em especial a mioclonia, enfim, tentar dar mais conforto para aquele paciente e aquela família", afirma o neurologista.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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