Mais de seis décadas após sua consagração no Festival de Cannes, "O pagador de promessas" continua sendo um marco do cinema nacional. Lançado em 1962, o longa-metragem escrito por Anselmo Duarte não só se consolidou como um dos maiores feitos da história do cinema brasileiro, sendo a primeira produção brasileira a ser indicada ao Oscar como Melhor Filme Internacional e a ter ganhado a Palma de Ouro em Cannes, feito inédito para o país, mas também imortalizou o talento de um elenco notável, incluindo a atriz Glória Menezes em um de seus papéis mais emblemáticos.
O filme narra a jornada de Zé do Burro, interpretado por Leonardo Villar. O personagem faz uma promessa em um terreiro de candomblé após seu burro ser atingido por um raio. Ele deveria, caso o animal melhorasse, carregar uma cruz até a Igreja de Santa Bárbara, em Salvador.
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Qual a importância de "O pagador de promessas" para o cinema brasileiro?
"O Pagador de Promessas" é importante por suas reflexões atemporais sobre intolerância religiosa, rigidez institucional e injustiças sociais. O conflito entre a fé e a doutrina oficial da Igreja gera uma tensão que envolve toda a comunidade e transforma o ato de devoção de Zé, protagonista, em um evento midiático e um impasse social.
Qual foi o papel de Glória Menezes em "O pagador de promessas"?
No longa, Glória Menezes interpreta Rosa, a esposa de Zé do Burro. A personagem é fundamental para o desenvolvimento da trama, pois representa os desejos e as tentações do mundo material que contrastam com a devoção obstinada de seu marido.
Enquanto Zé foca em cumprir sua promessa, Rosa se encanta com a vida na cidade grande e acaba se envolvendo com Bonitão (Geraldo Del Rey), um malandro que se aproveita dela.
A atuação de Glória Menezes foi essencial para construir a complexidade do enredo. A personagem evidencia o conflito humano entre o sagrado e o profano, adicionando uma camada de drama pessoal à crítica social e religiosa apresentada pelo filme. Este foi o primeiro grande papel da atriz no cinema.
Como "O pagador de promessas" se tornou um clássico do cinema?
"O pagador de promessas" se tornou um clássico devido à sua vitória na Palma de Ouro em Cannes, que o colocou em um patamar de reconhecimento global. Além disso, a indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e sua crítica social atemporal, aliada a atuações marcantes, consolidaram sua relevância.
Sessenta e quatro anos após seu lançamento, a produção continua relevante por sua crítica social atemporal e pela força de suas atuações, que ajudaram a definir uma era de ouro do cinema brasileiro.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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