O julgamento de Duane "Keffe D" Davis, primeiro acusado formalmente pelo assassinato do rapper Tupac Shakur, teve início em 10 de agosto de 2026 em Las Vegas, quase 30 anos após o tiroteio que chocou o mundo da música em 7 de setembro de 1996. A prisão de Davis em setembro de 2023 levanta uma questão central: por que demorou tanto para que alguém fosse responsabilizado?
O que travou a investigação por tanto tempo?
A investigação sobre a morte de Tupac Shakur ficou paralisada por décadas devido a uma combinação de obstáculos. O principal deles foi o chamado "código de silêncio das ruas", que gerava um forte medo de retaliação e impedia que testemunhas oculares colaborassem com a polícia de Las Vegas.
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Outros desafios foram determinantes para a demora na resolução do assassinato do rapper:
Medo de retaliação: A maioria das testemunhas e dos envolvidos pertencia a gangues rivais. Falar com a polícia poderia resultar em violência ou morte, o que criou uma barreira de silêncio em torno do crime.
Falta de provas diretas: Apesar das inúmeras teorias, os investigadores não conseguiram reunir evidências físicas ou testemunhos sólidos que ligassem um atirador específico à cena do crime na noite do ocorrido.
Morte de suspeitos-chave: Orlando Anderson, sobrinho de "Keffe D" e principal suspeito de ser o atirador, foi morto em um tiroteio em 1998, complicando ainda mais o avanço das apurações.
Como as confissões de "Keffe D" mudaram o rumo do caso?
A grande virada na investigação ocorreu quando o próprio Duane Davis começou a falar publicamente sobre seu envolvimento. Em entrevistas e em seu livro de memórias de 2019, "Compton street legend", ele admitiu que estava no Cadillac branco de onde partiram os tiros que mataram Tupac.
Essas declarações, feitas para obter lucro e notoriedade, deram aos promotores a base legal necessária para reabrir o caso. As confissões de Davis forneceram um testemunho em primeira mão que, embora não identificasse o atirador, o colocava como um dos mentores e participantes do crime, permitindo sua acusação formal por assassinato.
Quem é Duane "Keffe D" Davis?
Duane "Keffe D" Davis é um ex-líder da gangue South Side Compton Crips, de Los Angeles. Ele era tio de Orlando Anderson, o homem que se envolveu em uma briga com Tupac e sua comitiva em um hotel de Las Vegas horas antes do assassinato.
Davis alega que estava no banco do passageiro do carro e entregou a arma usada no crime a um dos passageiros no banco de trás. Ele é a última pessoa viva que estava no veículo naquela noite, o que torna seu testemunho e sua eventual condenação cruciais para a promotoria.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
