A Advertising Standards Authority (ASA), órgão regulador de publicidade do Reino Unido, baniu pôsteres de divulgação do filme “Maldição da Múmia”. A decisão considerou que a imagem da peça publicitária apresentava uma “impressão realista de uma criança morta”, violando o código de conduta da entidade.

A investigação da ASA foi motivada por 30 queixas que apontavam o conteúdo como angustiante para crianças e adultos. Os anúncios, exibidos no metrô de Londres e em outros locais públicos, mostravam o close de uma figura feminina mumificada com pele acinzentada, lábios rachados e um olho inchado e fechado.

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A imagem também exibia um envoltório semelhante a uma mortalha com símbolos hieroglíficos. O órgão regulador concluiu que, por estarem em locais de grande circulação, incluindo um espaço visível de uma creche, os pôsteres poderiam causar angústia em crianças pequenas.

Defesa do estúdio

A Warner Bros. argumentou que a expressão neutra da figura, o olho aberto e a ausência de um sarcófago foram escolhas para reduzir o impacto. O estúdio afirmou ainda que sua política de publicidade para filmes de terror mantém os anúncios a pelo menos 100 metros de distância de escolas, um padrão que não se aplica a creches.

A ASA determinou que os pôsteres não devem ser exibidos na forma questionada e orientou a Warner Bros. a evitar que futuras campanhas com potencial para assustar crianças sejam veiculadas em locais onde elas possam vê-las.

Outros anúncios da campanha

Anúncios de TV e streaming da mesma campanha foram liberados. Eles mostravam uma família recebendo uma ligação sobre uma filha desaparecida há oito anos, encontrada em um sarcófago de 3 mil anos. O órgão considerou que a restrição de horário, após as 19h30, era suficiente para limitar a exposição ao público infantil.

A ASA também rejeitou uma queixa separada de que os pôsteres banalizavam a perda infantil ou conflitos globais, afirmando que o contexto do filme era claro. “Maldição da Múmia” foi lançado no Reino Unido em 17 de abril e arrecadou US$ 2,9 milhões.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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