Em 31 de janeiro de 1993, a história da televisão e do entretenimento mudou para sempre. Naquele dia, Michael Jackson subiu ao palco do Super Bowl XXVII e transformou o que era uma simples pausa para o cafezinho em um dos maiores espetáculos do planeta. A performance do Rei do Pop não só salvou a audiência do evento, como inventou o conceito moderno de show do intervalo.
Antes dele, o intervalo do Super Bowl era um momento de baixa. As atrações se resumiam a bandas marciais universitárias e temas genéricos que faziam o público trocar de canal. Em 1992, a situação ficou crítica quando uma emissora concorrente exibiu um episódio especial do programa de comédia “In Living Color” e roubou milhões de telespectadores.
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A NFL, organizadora do evento, entendeu que precisava de uma atração de peso para manter o público conectado. A escolha de Michael Jackson foi uma aposta que se pagou com juros. Pela primeira vez na história, a audiência do Super Bowl aumentou durante o intervalo. Estima-se que mais de 133 milhões de pessoas só nos Estados Unidos assistiram à apresentação.
Um espetáculo inesquecível
A produção foi digna de uma turnê mundial, mas condensada em pouco mais de 12 minutos. Michael Jackson iniciou o show sendo catapultado para o palco, onde permaneceu imóvel por quase dois minutos. O silêncio e a pose estática criaram uma tensão e uma expectativa jamais vistas em uma transmissão ao vivo, prendendo a atenção de todos.
O repertório foi uma sequência de sucessos globais, incluindo “Jam”, “Billie Jean” e “Black or White”. Para o encerramento, ele escolheu a mensagem humanitária de “Heal the World”, acompanhado por um coral de 3.500 crianças. O momento solidificou a imagem do Super Bowl como um evento de apelo familiar e de grande alcance.
O legado que dura até hoje
O impacto comercial da performance também definiu um novo modelo de negócio. Embora a NFL não pague cachê aos artistas, cobrindo apenas os custos de produção, a exposição se provou valer milhões. Após a apresentação, o álbum “Dangerous” de Michael Jackson saltou 90 posições na parada da Billboard.
Desde então, o palco do Super Bowl se tornou o mais cobiçado da indústria musical, recebendo nomes como Prince, Beyoncé e U2. A mudança foi tão profunda que é impossível imaginar o evento sem um show grandioso. Tudo isso começou com a genialidade de um único artista que redefiniu o que era possível fazer em um intervalo de jogo.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
