Dizem que Zema, candidato a presidente pelo Novo, liberou candidatos a deputados e membros do partido a apoiarem o concorrente Flávio Bolsonaro (PL) em desfavor de sua própria candidatura. Foi ato de menos generosidade e mais o reconhecimento da falência de seus projetos. Zema apenas anunciou aquilo que já havia acontecido, ou seja, os deputados é que o trocaram por uma candidatura mais competitiva no enfrentamento a Lula (PT).


Ainda assim, Zema não fez o mesmo para seu candidato a governador, Mateus Simões (PSD), que tenta a reeleição, do compromisso de fidelidade à sua candidatura presidencial. Simões vai para o sacrifício em nome de uma falta de razão e, por conta disso, não consegue tirar o peso de levar o fardo Zema nas costas. A lealdade vem acompanhada do fracasso eleitoral, que o deixa em contagem regressiva pessoal e de seu próprio governo.


Zema não ajuda seu candidato a governador, levando-se em conta que o único apoio possível seria ter se candidato ao Senado. Fosse assim, Simões estaria em melhores posições, como acreditam seus aliados mais próximos. O ex-governador não aceitou a disputa ao Senado porque tinha uma dupla missão. Além da tentativa no campo presidencial, se esforça para que o partido Novo não morra nesta eleição.


O último ato dele foi liberar, especialmente os candidatos a deputados para que se elejam e cumpram as exigências da cláusula de barreiras. Aliados esperam que, nesta última semana, Simões seja liberado do compromisso. Caso contrário, o fracasso eleitoral de Zema afunda, juntos, Simões e o partido Novo.

 

“Brasil tem que se f.”


Decepção e despreparo levaram o ex-secretário de Comunicação do governo Zema, Bernardo Santos, ao desabafo no qual diz, em sua rede social, que o “Brasil tem que se f. mesmo” porque não votará no Zema. O ex-governador tem apenas 1% das intenções de voto (já esteve melhor), mas o assessoramento que escolheu o levou a ter, na campanha presidencial, o destino que seu ex- secretário deseja para o Brasil.

Mundo pequeno


Quando cruzou com a síndica do prédio onde mora em BH, o deputado estadual, Professor Cleiton (PV), ouviu uma reclamação dela. “O sr. está falando muito mal de meu filho?”. Surpreso, Cleiton perguntou quem era ele. “É o Bernardo, secretário de Comunicação do governo (Zema)”, disse a sra. Margarida. Na Assembleia, o deputado o classificou de “fascista” e outros derivados pelas mudanças que ele estava fazendo na comunicação estatal. No condomínio, ele não polemizou com a vizinha, apenas considerou o mundo muito pequeno.

Descumprimento de Simões

 

Integrantes do partido Novo criticam, à boca miúda, o candidato Simões. Primeiro, por ele ter trocado o partido que ajudou a fundar pelo PSD, para disputar a reeleição. Segundo, porque apalavrou com o ex-partido a indicação do candidato a vice-governador. Fechou com Danilo de Castro, do União Brasil.

Almoço milagroso


Os insatisfeitos com o próprio desempenho eleitoral nas eleições jogam todas as suas fichas no almoço desse domingo (27), o último antes da eleição. Foi a chance de colocar o assunto na mesa e provocar o debate entre familiares. Acreditam que, a partir daí, os eleitores possam acordar para a votação do próximo domingo.

Medo de Cleitinho


A campanha do candidato a governador Cleitinho (Republicanos) faz pesquisas diárias (trackings) para medir as chances de vitória em primeiro turno. Pelo semblante de preocupação, os aliados temem o segundo turno com o petista Patrus Ananias (PT). Para uns, ele vai destruir o adversário; outros temem a comparação.

Senador Pacheco renuncia


Na próxima quarta (30), o senador Rodrigo Pacheco (PSB) deverá renunciar ao cargo, para, no mesmo dia, tomar posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Em seu lugar, será empossado o suplente dele, Renzo Braz (PP/MG), que ficará no cargo de senador por quatro meses, até fevereiro próximo.

32 querem ficar no Senado


Neste ano, foram registrados 314 candidatos para o Senado, dos quais 32 senadores tentarão a reeleição no próximo domingo. A média da concorrência para o cargo é de 5,8 candidatos por vaga. O estado que menos registrou candidatos foi Alagoas, com apenas sete nomes. Já o estado recordista de candidaturas foi o Piauí: 20 concorrentes registrados. Minas tem 16.

Cefet vira universidade


Após uma década de reivindicação. o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Minas foi transformado em universidade federal. A lei foi sancionada sem vetos e publicada no Diário Oficial da União da sexta (25). A instituição passa a se chamar Universidade Federal de Ciência e Inovação de Minas Gerais, informa a Agência Senado. A medida dará autonomia universitária e permitirá ampliar atividades de pesquisa e unidades de ensino. A oferta de educação profissional técnica de nível médio será mantida.

Votar é prova de vida


Aposentados e pensionistas do INSS que votarem no próximo domingo terão o registro dessa participação como uma das formas de comprovação de vida. Segundo o Ministério da Previdência Social, as informações sobre o comparecimento serão repassadas pela Justiça Eleitoral ao INSS e utilizadas no processo de prova de vida dos beneficiários.

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