Os ministros do supremo tribunal federal Alexandre de Moraes e André Mendonça e o senador Flávio Bolsonaro devem respostas sobre suas relações com Daniel Vorcaro

fotos: SERGIO LIMA/AFP, EVARISTO SÁ/AFP e GLEIDSON TAVARES/AFP
Só se fala da confusão do STF e as ligações perigosas de três de seus ministros e de políticos com o ex-dono do banco Master Daniel Vorcaro, preso pela maior fraude financeira do país. Todo mundo está falando mal do Supremo nesse cenário de tempos sombrios, onde prevalecem a raiva e a insegurança. Já foram denunciados por envolvimento os ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Na área política, estão enrolados os senadores Ciro Nogueira (PP), Jaques Wagner (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL). Todos devendo explicações e respostas satisfatórias sobre suas atuações de agentes públicos em contraponto ao interesse público e à lisura. A desilusão está muito forte.


Com isso, o ambiente político que já era ruim ficou mais tóxico, ampliando e distanciando ainda mais o eleitor, que já olhava de lado, o movimento eleitoral. No meio dessa confusão, ganham quem é mais conhecido e quem não tem que dar explicações, porque, com campanha apática, o eleitor tende a votar em quem já conhece.


Os programas de TV e rádio ainda não chegaram em seu ponto alto, as redes sociais também não ajudam. De um momento para outro, uma parte dos candidatos deixou de lado propostas e programas de gestão para falar mal do STF, pedindo impeachment e até prisão, mas, sem audiência, terão pouco alcance. O bolsonarismo está gritando mais alto, mas a rejeição ao Supremo já fazia parte do mundo deles.

Flávio não renuncia

Após a cobrança do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro continua pedindo o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, mas não renuncia. Ele cobra o afastamento do ministro por conta do contrato do escritório de advocacia de sua mulher, Viviane, de R$ 130 milhões com Daniel Vorcaro, a quem o senador pediu e cobrou R$ 130 milhões para fazer um filmezinho sobre seu pai.

Paradeiro: sem exposição

Contribuindo para a baixa temperatura da eleição, candidatos não vão a debates e fogem dos confrontos para não se expor. Quem está na frente não quer se expor. O novo candidato ao Senado, Aécio Neves, por exemplo, percebeu isso e entrou em cena atrasado, para diminuir o tempo de cobranças.

Hora da saudade

Os postulantes a um cargo eletivo já passaram por várias fases e prazos do processo eleitoral. Hoje, nesta segunda-feira (7), começa mais um, que, segundo o ex-governador Hélio Garcia (1984/86 e 91/94), a eleição se decide depois da parada (militar). Os saudosistas se lembraram dele, nesse domingo, e de suas lições.

Divinópolis: epicentro

Enquanto o resto do estado vive a indiferença, a princesinha do Oeste, como é conhecida a cidade de Divinópolis, vive a efervescência da disputa política e eleitoral. A cidade tem dois candidatos a governador, Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Túlio Lopes (PCB). O primeiro vai segurando a liderança da campanha e o segundo faz uma campanha de desconstrução do atual governo, especialmente na educação. Tem ainda a deputada estadual Lohana (PV), que tenta virar federal, e o federal Domingos Sávio (PL) que quer ser senador.

Acordo por devedores

A Prefeitura de Contagem (Grande BH) e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais fizeram pacto para reduzir a inadimplência de contribuintes, com a realização de mutirões de conciliação. Os devedores selecionados receberão cartas-convite para as audiências, que serão realizadas preferencialmente por meios eletrônicos. Se houver consenso, o acordo de parcelamento ou pagamento será submetido à homologação judicial. Caso não haja conciliação, as reclamações serão arquivadas no sistema do Judiciário, resguardando o direito do município de prosseguir com a cobrança administrativa ou judicial.

Conciliação une TRF-6 e TJMG

O novo presidente do Tribunal Regional Federal (TRF-6), desembargador Ricardo Rabelo, assumiu defendendo a conciliação. Uma semana depois, o tribunal iniciou tratativa com o TJMG para a celebração de acordo, promovendo ações de conciliação em todo o estado. Ambos os segmentos da Justiça atuarão de forma conjunta nos conflitos que envolvem a federal e a estadual.

Nome na urna: estratégia

O nome escolhido pelos candidatos à Câmara dos Deputados funciona também como estratégia de comunicação e construção de identidade política. Estudo mostra que 21,9% das 7.709 candidaturas utilizam algum marcador explícito no nome de urna, associado a profissão, religião, setor de atuação, causa, ideologia ou liderança política. A análise revela como essas escolhas podem condensar mensagens, facilitar o reconhecimento pelo eleitor e reforçar a personalização da disputa eleitoral. O levantamento foi divulgado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Cai a presença feminina

Estudo aponta que barreiras culturais e financeiras ainda limitam a presença feminina na política. O número absoluto de candidaturas caiu de forma expressiva nas eleições atuais. São 2.820 mulheres na disputa por uma vaga de deputada federal neste ano, ante 3.717 em 2022 — redução de 24%. Ainda assim, elas representam 36,7% dos concorrentes à Casa, frente a 35% no último pleito. O levantamento é do Instituto Esfera.

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