Quem está vendo a TV ou ouvindo rádio, acabou de chegar na campanha eleitoral, como as classes C e D. Apesar da importância dessa etapa, não houve preparação de alguns candidatos para essa conversa. A TV exige orientação, ao contrário das redes, que se satisfazem com uma foto e um ‘joinha’. As postagens são hoje importantes e obrigatórias, mas não trazem votos, além de não medir audiência.

Ao contrário das redes, onde o eleitor escolhe e segue um político, por meio da TV e rádio, todos entram em nossas casas, se apresentando e falando de suas propostas e realizações anteriores. O eleitor está chegando agora na campanha e é hora de falar com ele.

O líder das redes sociais e das pesquisas, Cleitinho Azevedo (Republicanos), já começa a perder intenções de votos nessa fase. Ele tem dito que o mineiro tudo pode, mas não é bem assim. Falta narrativa para convencer. E mais, Cleitinho vai começar a apanhar, porque a turma do pelotão de baixo quer crescer.

Todos sabem que apenas dois irão para a segunda etapa; um deles parece garantido, mas os outros cinco começam a se mexer.

Ponto Virgínia de Cleitinho

De tudo o que falam e criticam de Cleitinho, o que mais incomoda os eleitores foi aquela bajulação dele à influenciadora Virgínia Fonseca. Não deveria ser algo impactante, mas eles não confiam nela. Cleitinho se arrependeu e chegou a pedir desculpas. “Fui um idiota”, disse ele dois meses depois.


Marília sem Contagem

Uma das líderes ao Senado, Marília Campos (PT), valorizou, estranhamente, mais a identidade petista e lulista do que seus feitos em quatro gestões como prefeita de Contagem (Grande BH) e em sua
própria história.


Imprudência de Lula

Lula foi bem na sabatina da TV Globo, mas caiu na armadilha da imprudência ao dizer que não conhecia a lobista Roberta Luchsinger, que se apresenta como amiga do filho dele, Fábio. No dia seguinte, ele foi contestado por rivais que exibiram fotos do petista com a respectiva. Como presidente e candidato à reeleição, Lula deve tirar fotos com “Deus e o mundo” e sua reação deveria ser mais tolerada, até mesmo por aqueles que conversaram com Daniel Vorcaro (ex-dono do banco Master) e pediram dinheirão ou viajaram em seus jatinhos.

Surto de Renan: a missão

Candidato a dono da verdade, o presidenciável Renan da Missão reafirmou a postura arrogante e prepotente em BH. Ao contrário do moço manso diante dos jornalistas do Jornal Nacional, da TV Globo, já em Minas, ele mandou jornalista calar a boca e o chamou de burro. Essa é a primeira disputa dele e já está sentado na janela da prepotência.


Última chance de Aécio

Os candidatos ao Senado precisam reorientar suas campanhas após a entrada de Aécio Neves (PSDB) no jogo. Por sua trajetória, o tucano não voltou apenas para figurar e salvar o partido da extinção. Experiente, ele viu brechas e decidiu ocupar o vácuo. Vai mudar o jogo, porque, se não for atacado, poderá ganhar uma das duas vagas ao Senado. Essa é a última chance dele na política depois de ter sumido ante a Lava-Jato. Não quis passar pelo corredor polonês, onde receberia críticas, nem enfrentou o problema e passou pelo denuncismo como protegido. Foi negacionista. Agora, que a tempestade passou, tenta se recuperar.


Tucano faz mea-culpa

Na entrevista do anúncio da candidatura ao Senado, Aécio reconheceu que contribuiu para a radicalização política no país. O tucano disse que tentou interromper o ciclo do PT, mas não foi feliz. A radicalização não ocorreu por conta da vitória da presidente Dilma Rousseff (PT). Ao não aceitar o resultado das urnas democráticas, ele abriu um 3º turno até golpear a vencedora com um impeachment. A partir daí, deu o que deu.

Patrus 2 a zero

A exemplo de outros quatro concorrentes, o candidato a governador do PT, Patrus Ananias, faltou ao segundo debate em rede de televisão, desta vez da TV Horizonte/Rádio América. Na soma dos compromissos e da transparência, esse foi o segundo debate ao qual ele se ausentou. A estratégia da campanha de todos é encurtar os prazos e os confrontos. Todos estão apostando nas redes sociais, mas, sem ouvir o eleitor, o conhecimento fica incompleto. Dos postulantes, apenas Gabriel Azevedo (MDB) compareceu.


Cunha: sub judice

Depois do Ministério Público Eleitoral, agora será a vez da Corte do TRE mineiro julgar o pedido de indeferimento da candidatura a deputado federal do carioca Eduardo Cunha (Republicanos). A tendência é ele disputar a eleição como candidato sub judice, até o Tribunal Superior Eleitoral dar o veredito final.

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Apeminas: os procuradores ficam

Em sua posse, na sexta (28), o novo presidente da Associação dos Procuradores de Minas (Apeminas), Douglas Gusmão, reafirmou a importância da classe, como carreira de Estado, para a sociedade: “O Estado mudou, a sociedade mudou e as atribuições dos procuradores também. Hoje, não há nenhuma política pública ou ato do governo, seja de educação, saúde e infraestrutura, que não passa pelo procurador ou procuradora. Somos carreira de Estado, porque os governos passam, mas o Estado fica.”

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