Até o momento confirmado como futuro candidato a governador, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) abre a campanha no próximo domingo (16) com desafios preocupantes. A partir desse dia, ele será o rival a ser abatido pelos demais, já que é o favorito na disputa e, por isso, tira votos de todos. Vão explorar, principalmente, a instabilidade e incerteza que marcaram o período de definição da candidatura, apontando o que chamam de desequilíbrio dele.

Além disso, embora lidere as pesquisas de intenções de voto desde o ano passado, na casa dos 30%, ele não cresceu mais. Teria atingido seu teto? Não tem mais para onde ir? Os institutos de pesquisa já estão em campo apurando as duas situações, especialmente se a instabilidade afetará seu desempenho. De acordo com aliados, a perda do irmão o afetou muito e que a questão do preparo não seria o problema. “Muitos dos que falam bem e são preparados não conseguiram administrar bem”, argumentou um deles.

Cleitinho está em movimento. Já disse, em sua rede social, que está sem palanque presidencial, mas que apoia Flávio Bolsonaro (PL). Ou seja, acenou para o bolsonarismo, o que poderá impedir o crescimento do candidato do PL ao governo, Flávio Roscoe, ou tirá-lo da disputa.

 


Fujões: mau começo

Os postulantes ao governo de Minas, Patrus Ananias (PT), e Cleitinho Azevedo (Republicanos) abrem suas campanhas ignorando compromissos importantes da campanha eleitoral. Devem se ausentar do primeiro debate entre os candidatos promovido pela TV Band no próximo domingo. Cleitinho agendou caminhada no interior, no mesmo dia, para lançar mais uma vez sua candidatura, depois duas vezes anunciada em praça pública de Divinópolis (Oeste), sua cidade natal e principal base política. A assessoria dele repete o conhecido repertório: “ainda não sabe se vai”. Patrus apresentou as desculpas para duas recusas. Na primeira, quando o debate estava marcado para 9 de agosto, alegou que era ‘Dia dos Pais’. Para o próximo domingo, irá participar do lançamento da campanha de reeleição do presidente Lula em São Paulo. O principal compromisso dos candidatos é com os mineiros e começa no diálogo e na transparência.


Tropeço de Simões

Em sua apresentação como candidato, Mateus Simões se excedeu e descartou os excedentes em concursos de policiais. De maneira curta e grossa, afirmou, em encontro com sete entidades militares, ser contrário à convocação de excedentes em concursos. A preferência dele é pela realização de novos concursos anuais. Ao final, deixou para todos a impressão de que os excedentes seriam ‘burros’ por não terem sido aprovados. Um candidato já perdeu eleição por “dispensar o voto dos marmiteiros”, segundo a versão explorada pelos rivais da época.


TRE-MG entra na campanha

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas lançou a campanha institucional “+ Diálogo + Democracia”, voltada à promoção da convivência pacífica e da integridade do processo eleitoral. A iniciativa pretende conscientizar o eleitorado sobre a importância do diálogo, do respeito às diferenças, do enfrentamento aos abusos e do exercício livre e responsável da cidadania. A ideia central é “O diálogo constrói o respeito; a democracia garante a sua liberdade”.

A campanha será veiculada de agosto a outubro deste ano e contará com conteúdo para as redes sociais, emissoras de rádio e televisão e materiais impressos, como cartazes e banners. Foi estruturada em cinco eixos de atuação: contra a violência política de gênero; contra o assédio eleitoral; contra os crimes eleitorais; contra a desinformação e contra o discurso de ódio.

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A medida também orienta cidadãs e cidadãos a identificar práticas irregulares e denunciá-las com segurança, por meio dos canais oficiais.

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