O Cruzeiro não teve nenhuma evolução sob o comando de Tite, ocupa a lanterna do Brasileirão, e quando vence, pelo falido e retrógrado Campeonato Mineiro, também não convence. Não adianta ele querer dizer que quer construir uma “história no Cruzeiro”, pois não terá tempo para isso, a não ser que a diretoria esteja disposta a mantê-lo e jogue a temporada no lixo. Sim, foi difícil voltar à Libertadores, mas com esse treinador e esse futebol dificilmente o time estrelado terá êxito. O fracasso é iminente, pois o time mais parece um bando em campo, mal treinado, mal escalado, mal dirigido. Técnico que não se recicla, não estuda e não quer aprender com os europeus está fadado ao fim, e, mais cedo ou mais tarde, os resultados desastrosos aposentarão o atual treinador.

O torcedor pode ser tudo, menos bobo. Acostumado com as entrevistas vazias, com palavras rebuscadas, desde a época da Seleção Brasileira, Tite virou uma “mentira” nacional. Teve 6 anos na seleção, 10 meses no Flamengo e deixou terra arrasada. O Flamengo era um bando em campo, e ele vaiado em todos os jogos. Até que a diretoria o demitiu. Porém, na Libertadores, já era tarde, e Filipe Luís salvou o ano vencendo a Copa do Brasil. Daí pra frente, ganhou tudo. Tite é mais do mesmo. Disse que “ficou um ano cuidando da saúde mental”, mas está deixando o cruzeirense sem saúde. Confesso que há tempos não vejo uma rejeição tão grande a um treinador, fruto de estar sem ganhar nada há mais de uma década. O futebol mudou, evoluiu e os técnicos estrangeiros, principalmente os portugueses, conquistaram nosso mercado e nossa torcida. Jorge Jesus, Abel Ferreira, Arthur Jorge e Leonardo Jardim deram um grande exemplo de como se treina uma equipe, de como se faz um time vencedor.

Confesso que perdi o prazer de assistir aos jogos do Cruzeiro. Se ano passado as vitórias eram convincentes, com futebol de alto nível, este ano é um fracasso só. Não há jogadas ensaiadas e o “chuveirinho” é a marca registrada. Fez o clube gastar quase R$ 200 milhões em Gerson, jogador bem comum, que não vai passar disso que vocês estão vendo. Ele não é camisa 10, aquele cara que carrega o time para títulos. Sempre foi coadjuvante, e o Flamengo não sentiu a menor falta dele na temporada passada. Foi conquistando taças, e o torcedor não sentiu a menor saudade. O rubro-negro também cometeu um “crime” ao repatriar Paquetá por quase R$ 300 milhões. Gerson e Paquetá são mais do mesmo, e acredito que a carência fez com que as diretorias investissem apenas para dar satisfação ao torcedor. São apenas dois bons jogadores de meio-campo, sem protagonismo nenhum.

Enfim, hoje, Tite vai encarar o Corinthians, time pelo qual conquistou a taça que tem na carreira. Dorival Júnior é um excelente treinador e sabe como neutralizar o Cruzeiro, principalmente nas mãos de Tite. Se não vencer esta noite, no Mineirão, acho muito difícil a diretoria mantê-lo. Entendo que os dirigentes não queiram admitir o erro da contratação, mas tanto Pedro Lourenço quanto Pedro Júnior têm crédito de sobra com o torcedor. Investiram fortunas para tornar o time competitivo e vencedor, e só não foram campeões no ano passado porque a arbitragem não deixou. Não acredito que ambos continuarão sem ouvir o torcedor se o Cruzeiro se mantiver na lanterna, o que é vergonhoso para um time que encantou o Brasil em 2025 e que foi desfeito em pouco mais de um mês pelo atual treinador. Recuar, admitir o erro, é um ato de grandeza. Os dirigentes que têm 90% de acertos erram também, e, no quesito treinador, cometeram o maior erro ao contratar um técnico ultrapassado, retrógrado e fraco.

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