Mônica Sartori expõe na Galeria de Arte do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A mostra “BIO-grafia” reúne 14 telas acrílicas, cerâmica vitrificada e 27 pinturas em nanquim, que homenageiam fogo, água e terra, elementos da natureza. “Reúno trabalhos antigos e outros mais novos, por meio de linguagem abstrata, porém com um conceito a ser desenvolvido. Tenho certeza de que o público que visita o prédio do TJMG vai gostar da exposição, que retrata, sobretudo, a ecologia e a geografia do Brasil. Trata-se de um alerta para que possamos cuidar melhor do nosso meio ambiente”, disse a artista plástica na abertura do evento, que integra o projeto TJMG Cultural e foi conduzida pelo presidente da corte, desembargador Vicente de Oliveira Silva.

Mostra de Mônica Sartori reúne acrílicas, cerâmica vitrificada e pinturas em nanquim, na Galeria de Arte do TJMG

Juarez Rodrigues/TJMG/Divulgação

• OPORTUNIDADE RARA

Esta coluna ouviu a opinião de artistas presentes na abertura da mostra de Mônica Sartori. “A exposição confirma a delicadeza e a força sempre presentes em sua obra. As leves e sutis linhas aereamente flutuantes das pinturas e desenhos anteriores agora se expandem em quase paisagens imaginárias, ou se liquefazem dinamicamente, sugerindo uma suavidade aquática na tinta que escorre, muitas vezes até contrariando a lei da gravidade”, afirmou o arquiteto João Diniz. Por sua vez, Adriano Gomide disse que a exposição é oportunidade rara de rever alguns trabalhos de Mônica, que ele acompanha desde a 20ª Bienal de São Paulo, em 1989, e conhecer trabalhos novos, apontando novos caminhos.

• INFINITO

Mário Azevedo lembra que a artista trabalha desde o início de seu trajeto, há 45 anos, com a linha, soberana na formulação de uma certa paisagem. “A tal linha – essa unidade gráfica essencial que gera as formas – pode se reduzir a pontos, esparsos-vagos e traços seriais, ou se expandir em manchas, massas conjugadas e campos espaciais”, escreveu. “Mas é, sobretudo, um corpus constituído por linhas, mais linhas e linhas, em registros afirmativos (mesmo quase desaparecendo, às vezes) que estendem os trajetos do nosso olhar para o alto, para os fundos, para um outro lugar infinito além do suporte que o contém. É o que produz a artista, quando tudo se conforma em uma explosão muito além daquilo que se vê; tratando daquilo que indica”, analisou Azevedo.

• FLASH TATOO

Vitor Gedha realiza neste sábado (5/9) a ação “Flash tattoo temporária e pintura ao vivo”, durante a qual o público poderá ser tatuado com a icônica “América invertida”, uma das principais obras do uruguaio Torres García. Serão dois momentos: das 10h às 12h e das 14h às 17h. Entre as 19h30 e 21h, o artista finalizará a pintura de uma obra ao vivo. As atividades acontecerão no pátio do CCBB-BH e fazem parte da exposição “Joaquín Torres García – 150 anos”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, na Praça da Liberdade.

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• LAGUZ

Acrobacias, malabarismo, música, humor e bolhas de sabão gigantes dão forma ao espetáculo “Suspiros e burbujas”, do Laguz Circo e Teatro, atração do 14º Circovolante – Encontro Internacional de Palhaços, em Mariana. Romina, da Patagônia, interpreta a palhaça Burbuja, acrobata e acordeonista, enquanto Felipe, de Fortaleza, vive o palhaço Suspiro, com números de acrobacia e malabarismo. A montagem aposta na participação espontânea da plateia. Criado em 2015, o espetáculo já passou por festivais no Brasil e na Argentina. Laguz se apresentará no domingo (6/9), às 15h, no Jardim de Mariana.

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