Um ano depois do concerto de grande sucesso, Dora e Jaques Morelenbaum, filha e pai, voltaram a se apresentar com a Orquestra Sesiminas, no domingo (26/4), na abertura da série “Promenade 2026”. “É uma grande honra e alegria receber Jaques e Dora neste concerto, que fizemos ano passado e quisemos repetir”, disse o maestro Felipe Magalhães, logo depois da primeira música, “A batalha”, de Jaques Morelenbaum, da trilha do filme “Jacobina” (2002), de Fábio Barreto.
• ESTREIA NACIONAL
Em quase uma hora e meia, foram apresentadas músicas de Fito Paez (“Un vestido Y un amor”), Tom Jobim e Vinicius de Moraes (“Por toda a minha vida” e “O que tinha de ser”) e Tom Veloso (“A melhor saída”), além de parcerias de Dora com Tom Veloso (“Pique”, “Dó a dó”, “Petricor”) e Zé Ibarra (“Essa confusão”). A filha de Jaques também apresentou composição até então inédita dela e Sophia Chablau, ainda sem nome.
• DE ÔNIBUS
Dora considera “Essa confusão” a primeira canção em que trabalhou oficialmente junto do pai. “Me lembro de chorar muito na gravação, primeira vez em que vi todas as cordas tocarem em conjunto no arranjo, que é maravilhoso”, derreteu-se. Bem-humorado, Jaques comentou: “Foi a primeira vez que ela me chamou para fazer alguma coisa. Reza a lenda, e é verdade, que ela aprendeu a cantar em ônibus de turnê”, contou. “Mas trabalho infantil não pode, pai”, brincou Dora.
Leia Mais
• MEIO SÉCULO DEPOIS
A ópera “As bodas de Fígaro”, de Wolfgang Amadeus Mozart, retorna ao Palácio das Artes quase 50 anos após sua única montagem no local, em 1978. A trama acompanha as tentativas de Fígaro e Susanna de se casar enquanto enfrentam as investidas do conde Almaviva, que quer seduzir a jovem criada. Em meio a disfarces, intrigas e reviravoltas, os personagens expõem jogos de poder e relações amorosas, até que a história culmina em reconciliações e desfechos inesperados.
A nova produção será apresentada em 17, 19, 21 e 23 de maio, no Grande Teatro Cemig, com destaque para a concepção visual que reúne 108 conjuntos de figurinos. Em cena, 13 solistas e 58 cantores do Coral Lírico se unem à Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, sob regência do maestro André Brant.
Detalhe de figurino criado por Elena Toscano para Fígaro
• CINCO AMBIENTES
Os figurinos, assinados pela italiana Elena Toscano, combinam referências do século 18 com influências da commedia dell’arte e toques contemporâneos. As 50 peças dos solistas são inéditas, cabendo ao coro 58 figurinos do acervo do Centro Técnico de Produção e Formação Raul Belém Machado. O cenário, criado por William Rausch, Elena Toscano e o diretor cênico Mario Corradi, aposta em estética neutra e modular, com cinco ambientes principais, incluindo os quartos de Susanna e da condessa Almaviva, o escritório do conde e o jardim do último ato.
Detalhe de figurino criado por Elena Toscano para o conde Almaviva Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
